Visualizações


MEIO AMBIENTE

27 de março de 2010
Entulho de shopping jogado em área verde
Resto de escavação retirado do local onde foi erguido Iguatemi, no Lago Norte, é esquecido pelo poder público no Paranoá. Ibram alerta para risco de assoreamento do lago.

Ana Maria Campos   (Correioweb)
Publicação: 24/03/2010 07:52

Uma montanha de terra, correspondente à escavação de uma área de 33 mil metros quadrados no Lago Norte, está abandonada há dois anos na região vizinha mais pobre, o Paranoá. Trata-se de um depósito esquecido pelo Poder Público em frente ao Estádio JK sem qualquer providência para evitar danos ambientais. O entulho foi levado da construção de um prédio luxuoso, cuja inauguração, prevista para a próxima terça-feira, é aguardada com entusiasmo pela classes média e alta do Distrito Federal: o Shopping Iguatemi, uma parceria empresarial das organizações Paulo Octávio e Carlos Jereissati.

Com autorização da Administração Regional do Paranoá, a Paulo Octávio, construtora responsável pela obra, deslocou para a cidade a 12 quilômetros de distância toda a terra retirada do local onde foi erguido o shopping, empreendimento com 200 lojas distribuídas em dois pisos, além de dois subsolos de garagem. Foram viagens de cerca de mil caminhões de terra, um volume estimado em 10 mil metros cúbicos de entulho. Tudo ocorreu com a autorização do ex-administrador do Paranoá, Sérgio Damaceno – nomeado em ato do então governador José Roberto Arruda (sem partido) – mas sem o devido aval do órgão ambiental, o Instituto de Meio Ambiente do Distrito Federal (Ibram).

Caminhões de terra foram jogados em uma área perto do Estádio JK, com autorização da Administração Regional do Paranoá, mas sem o aval do Ibram

O Ibram não foi consultado, mas não teria autorizado, caso o órgão tivesse sido informado previamente do empreendimento. A montanha de terra, segundo o superintendente de licenciamento e fiscalização do Ibram, Eduardo Henrique Reis, provoca riscos de assoreamento do Lago Paranoá, graças à possibildidade de carreamento dos resíduos da construção pelas chuvas. Também há perigo de contaminação de nascentes do Paranoá e da qualidade da água. “Há erro da origem e da administração. O empreendedor não pode despejar resíduos onde quiser e a administração regional autorizar sem prévia anuência do Ibram”, disse Reis. “O único lugar onde se pode jogar resíduos é no aterro sanitário do Jóquei (Clube)”, acrescentou.

Notificação

O Ibram chegou a notificar a Administração Regional do Paranoá em fevereiro de 2009. O instituto pediu estudos de engenharia para a recuperação da área onde já estava depositada a terra. Uma das exigências é que fosse providenciado um projeto de drenagem pluvial, justamente para evitar o carreamento do entulho. O problema é alvo de uma investigação da Delegacia de Meio Ambiente do DF. Mas nenhuma medida prática foi adotada desde então. Na justificativa para a falta de ações, o atual administrador regional, Artur Nogueira, joga a responsabilidade para seu antecessor, Sérgio Damaceno que, por sua vez, culpa o sucessor. Pelo menos, numa coisa os dois concordam: a situação é totalmente irregular.

Damaceno afirma que o uso da terra, doada pela Paulo Octávio, foi um bom negócio para o Governo do Distrito Federal. “A empresa nos cedeu a terra gratuitamente e autorizei o depósito numa área onde já havia erosão”, disse o ex-administrador. Ele sustenta que sua intenção era construir uma pista de atletismo e um estacionamento para o estádio de futebol JK, próximo à montanha de terras do Iguatemi. “Uni o útil ao agradável”, afirma. O problema, segundo ele, é que houve um embargo do Ibram. A administração regional contratou uma empresa para construir um talude, plano para dar sustentação ao aterro. Mas o projeto teria sido paralisado com a mudança na administração regional. “Lamento que o projeto tenha sido abandonado porque não era uma obra minha e sim da cidade”, afirmou Damaceno.

O atual administrador, Artur Nogueira, assim que assumiu o cargo por indicação do sobrinho, o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), constatou a irregularidade, mas nada fez. Ele admite que o entulho traz riscos de dano ambiental e disse que foi informado de que a terra foi jogada em cima de minas de água. Mas lamenta não poder adotar nenhuma medida para reverter o problema. “Herdei esse entulho e não posso tomar nenhuma providência enquanto não houver uma conclusão do Ministério Público sobre a extensão do problema”, disse Nogueira. A assessoria de imprensa do shopping Iguatemi informou ao Correio que a construtora Paulo Octávio, responsável pela obra, agiu de acordo com a legalidade, já que obteve autorização da Administração Regional do Paranoá para o transporte da terra e nunca teria sido notificada pelo governo, tampouco pelo Ibram-DF.

CULTURA

02 de março de 2010
Bibliotecas entram na era do e-book

Flávia Denise - http://www.livrolivreconscientecoletivo.blogspot.com/

Para que serve uma biblioteca quando cada indivíduo caminha com mais de 1.000 livros dentro da sua mochila? É exatamente isso que a gerência da Biblioteca de Shaler North Hills, localizada em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, está tentando descobrir. Recentemente eles compraram nove Kindles e estão testando qual é a melhor forma de emprestar os e-readers para seus usuários. Estão testando o produto.

No meio de abril o público geral poderá alugar Kindles, mas até lá, alguns usuários selecionados. Breidenbach, de 54 anos, é um deles. "É um instrumento legal, fácil de usar, mas eu ainda estou com medo de deixar ele cair e quebrar porque eu sou desastrado às vezes", disse após usar o aparelho por 2h30 no primeiro dia de aluguel.

A biblioteca lida com empréstimos em acervo digital desde 2005. O usuário leva seu computador, telefone ou MP3 e transfere um arquivo que vai durar um tempo determinado no computador de cada um. Uma forma barata e cômoda de pegar um livro emprestado sem ter que devolver nem respirar os ácaros da obra amarelada.

Com o serviço único que eles oferecem, algumas mudanças ocorreram. Desde 2005, acervo digital aumentou de 250 para 18.000. O número de usuários acompanhou o crescimento, e passaram de 82 para 4.500. Para manter o acervo são investidos US$ 50 mil por ano.

ECOLOGIA

02 de março de 2010
Telhado ecológico pode amenizar efeitos de altas temperaturas

Vanessa Aquino – CorreioWeb

As temperaturas elevadas que têm castigado o país neste verão são motivo de alerta até na hora de construir a casa. É preciso soluções inteligentes que amenizem os efeitos do calor. Pensando nisso, a Ecotelhado– empresa especialista em infraestrutura verde urbana – desenvolveu um sistema que garante conforto térmico às residências.

De acordo com a fabricante, no mercado brasileiro desde 2005, o Ecotelhado funciona como um isolante térmico. Com vegetação inclusa, retarda o aquecimento dos ambientes durante o dia e conserva a temperatura durante a noite. Além de isolar o calor, absorve cerca de 30% da água da chuva, reduzindo a possibilidade de enchentes nas cidades. Também age como purificador do ar urbano.

Os telhados ecológicos existem há muito tempo. Contudo, segundo a empresa, o diferencial deste sistema desenvolvido no Rio Grande do Sul é a modificação em relação ao peso. “Substituímos a terra por uma matéria feita a partir da sobra de borracha, agregada com cimento. Com isso, fizemos os sistemas de bandejas. Elas pesam muito menos e podem ser retiradas sem problemas”, conta o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó.