19 de Janeiro de 2011
Não é difícil ter uma casa ecologicamente correta
A arquitetura de residências sustentáveis prioriza o conceito de diminuir ao máximo os impactos ao meio ambiente
Correioweb - Lugar Certo
O termo sustentabilidade nunca foi tão falado como nos últimos tempos. Mas, como aplicá-lo em nossa vida e em nossa casa? Quem tem consciência ambiental e pensa no futuro do planeta, além de mudar hábitos e ter atitudes ecológicas no seu dia-a-dia, ao decorar, reformar ou construir a sua residência, planeja também uma arquitetura que torne a casa ecologicamente correta. É possível pensar em sustentabilidade aliada a conforto, bem-estar e beleza.
Algumas atitudes básicas e fundamentais são: utilizar água e energia elétrica de forma consciente, reciclar o lixo e reaproveitar materiais. Essas são formas simples de ingressar no planeta sustentável, pois as futuras residências servirão para que a família reveja suas atitudes diárias e se conscientize da nova forma de viver.
Uma residência verde tem inicialmente como processo construtivo um redutor residual, que é o maior vilão da construção civil. As escolhas dos materiais devem ser pensadas para que se utilizem produtos com menor impacto ambiental e claro, economicamente viáveis ao morador, permitindo uma fácil manutenção.
Há inúmeras maneiras de desenvolvimento em uma construção sustentável: a iluminação natural, por exemplo, deve ser um item muito bem analisado. Quanto mais luz natural na residência, menor será o uso da energia elétrica, e para evitar que o interior aqueça demais, é possível apostar em películas para os vidros das fachadas.
Já é possível captar a energia solar e transformam em energia elétrica, há equipamentos no mercado com preços viáveis. Prefira eletrodomésticos, que trazem o selo Procel, pois são equipamentos que apresentam alta eficiência energética, portanto, compre um novo e veja a diferença na sua próxima conta de luz. Além de fazer um bem ao planeta, você fará um bem ao seu próprio bolso.
Para economizar dinheiro e os recursos escassos da natureza, a solução pode ser também o uso racional da água, a reciclagem e o reaproveitamento das águas pluviais. Com projetos minuciosos, que em casos de decoração ou construção podem ser feitos por um arquiteto, há inúmeras maneiras de reciclar e reaproveitar. Um bom exemplo de soluções simples podem ser torneiras temporizadas e caixas acopladas nos vasos sanitários.
Hoje as empresas estão se adequando a ideia de sustentabilidade e criando produtos certificados, de baixo impacto ambiental, e milhares de alternativas sustentáveis. Por isso, pesquise antes de comprar qualquer objeto de decoração, móveis ou material de construção? Certifique-se da origem e se há selos de sustentabilidade. A arquitetura do século XXI prioriza o conceito de diminuir ao máximo os impactos ao meio ambiente, isso é essencial para a preservação e a utilização de recursos naturais de maneira menos destrutiva.
Mas, a casa sustentável, além de ser ecologicamente correta, tem o papel de oferecer ao usuário um maior conforto ambiental e funcional, proporcionando ao usuário melhores condições físicas e mentais a cada dia. O contato com a natureza é importante e se podemos tê-la dentro de casa, porque não aproveitar?
ESPORTE
06 de Janeiro de 2011
Torneio Beneficente
Começamos o ano tentando unir um dos maiores prazeres do brasileiro à solidariedade. Neste domingo dia 02/01 realizamos o primeiro torneio beneficente de futebol society, contando com a presença de amigos do Gama e Santa Maria. Não deu a quantidade de jogadores que esperávamos devido a chuva ou preguiça mesmo rsrsrs. Foram muitos lances bizarros e de pura falta de intimidade com a bola. Mas foi muito divertido, quem não foi perdeu! Conseguimos arrecadar aproximadamente 20kg de alimentos. É pouco, mas para o inicio é muito, e com certeza fará diferença na mesa de quem receberá. O objetivo maior é tentar conscientizar as pessoas de que o mundo não gira em torno de nós, e que precisamos olhar de vez em quando para o irmão que está ao lado precisando de uma ajuda.
Esperamos que ocorra mais eventos deste tipo durante o ano, fazendo assim uma bela campanha em prol da Paz. Assim funciona a lei da vida, doação é palavra-chave. O mundo dá voltas e um dia você pode precisar de alguém que no passado você deu as costas.
Até a próxima, abraço!
Torneio Beneficente
Começamos o ano tentando unir um dos maiores prazeres do brasileiro à solidariedade. Neste domingo dia 02/01 realizamos o primeiro torneio beneficente de futebol society, contando com a presença de amigos do Gama e Santa Maria. Não deu a quantidade de jogadores que esperávamos devido a chuva ou preguiça mesmo rsrsrs. Foram muitos lances bizarros e de pura falta de intimidade com a bola. Mas foi muito divertido, quem não foi perdeu! Conseguimos arrecadar aproximadamente 20kg de alimentos. É pouco, mas para o inicio é muito, e com certeza fará diferença na mesa de quem receberá. O objetivo maior é tentar conscientizar as pessoas de que o mundo não gira em torno de nós, e que precisamos olhar de vez em quando para o irmão que está ao lado precisando de uma ajuda.
Esperamos que ocorra mais eventos deste tipo durante o ano, fazendo assim uma bela campanha em prol da Paz. Assim funciona a lei da vida, doação é palavra-chave. O mundo dá voltas e um dia você pode precisar de alguém que no passado você deu as costas.
Até a próxima, abraço!
SOLIDARIEDADE
4 de Dezembro de 2010
Morador de rua cuida de 10 cães
Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em postes etc.
Vive de doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles, e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.
Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.
Ele é muito querido pelos comerciantes da região, mas o problema é durante a madrugada, quando bêbados no volante, e garotos usuários de droga na região, tem sido uma constante ameaça. Rogério já foi espancado por jovens drogados e chegaram a jogar álcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo.
Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade prá deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim.
Assim, é diante de tudo isso peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil, e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já lhe ofereceram abrigo, mas desde que os cães ficassem para trás, e o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua familia.
Outro dia ele estava levando todos os cães para um pet shop para tomar banho - eram 11 cachorrinhos felizes – eram originalmente 10, mas agora apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci porque no momento que conversamos estava no banho. Ele disse que havia passado remédio contra pulgas nos cachorros, e que o tal remédio é meio melado, e então teve que dar banho em toda a tropa. Perguntei quanto ele iria gastar para dar banho em toda aquela tropa de cachorros, e ele, sorrindo como sempre, disse que a moça do pet shop o ajudava e não cobrava nada. Santa alma! Aí eu perguntei a ele – e você? Onde toma banho? E ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, gelado mesmo. Disse que como era nordestino, estava acostumado.
As vezes faltam palavras que possam definir a grandeza de uma alma como esta, que mesmo não tendo quase nada para si, dá o pouco que tem para minorar o sofrimento desses pobres animais de rua. Muito mais importante dos que as aparências, a riqueza, e o poder ostentado pelas pessoas, são suas atitudes e seus valores éticos e espirituais.
Morador de rua cuida de 10 cães
Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em postes etc.
Vive de doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles, e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.
Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.
Ele é muito querido pelos comerciantes da região, mas o problema é durante a madrugada, quando bêbados no volante, e garotos usuários de droga na região, tem sido uma constante ameaça. Rogério já foi espancado por jovens drogados e chegaram a jogar álcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo.
Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade prá deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim.
Assim, é diante de tudo isso peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil, e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já lhe ofereceram abrigo, mas desde que os cães ficassem para trás, e o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua familia.
Outro dia ele estava levando todos os cães para um pet shop para tomar banho - eram 11 cachorrinhos felizes – eram originalmente 10, mas agora apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci porque no momento que conversamos estava no banho. Ele disse que havia passado remédio contra pulgas nos cachorros, e que o tal remédio é meio melado, e então teve que dar banho em toda a tropa. Perguntei quanto ele iria gastar para dar banho em toda aquela tropa de cachorros, e ele, sorrindo como sempre, disse que a moça do pet shop o ajudava e não cobrava nada. Santa alma! Aí eu perguntei a ele – e você? Onde toma banho? E ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, gelado mesmo. Disse que como era nordestino, estava acostumado.
As vezes faltam palavras que possam definir a grandeza de uma alma como esta, que mesmo não tendo quase nada para si, dá o pouco que tem para minorar o sofrimento desses pobres animais de rua. Muito mais importante dos que as aparências, a riqueza, e o poder ostentado pelas pessoas, são suas atitudes e seus valores éticos e espirituais.
ECOLOGIA
08 Outubro de 2010
Minha Casa, Minha Vida possibilita uso de energia solar
Programa do governo federal estende recursos para inclusão de equipamentos de energia limpa em projetos de habitação popular
CorreioWeb - Lugar Certo
O Ministério das Cidades publicou resolução que possibilita incluir equipamentos de energia solar no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em empreendimentos administrados por entidades. Projetos deste tipo já têm preferência em contratos para famílias de renda até R$ 1.395, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O valor total das moradias pode ser acrescido dos custos de instalação e aquisição de equipamentos. O limite é de R$ 2.500 para apartamentos e de R$ 1.800 para casas. O preço do equipamento deverá ser compatível com o valor médio praticado no mercado local e deverá ser apurado com base em pesquisa realizada pela Caixa Econômica Federal.
Para o ministro Marcio Fortes de Almeida, com o aquecimento solar tem-se duplo benefício, o de respeito ao meio ambiente e o de economia de energia elétrica. “Contemplamos as famílias com o banho de chuveiro aquecido utilizando a energia proveniente dos raios solares, recurso tão abundante no território brasileiro”, afirma.
Entidades – A participação de entidades no MCMV foi regulamentada pela Resolução 141, em julho do ano passado. A legislação permite que entidades possam assinar contratos como pessoa jurídica. A mesma resolução trouxe ainda a possibilidade de antecipação de recursos para que entidades possam comprar terrenos para construir as moradias.
Minha Casa, Minha Vida possibilita uso de energia solar
Programa do governo federal estende recursos para inclusão de equipamentos de energia limpa em projetos de habitação popular
CorreioWeb - Lugar Certo
O Ministério das Cidades publicou resolução que possibilita incluir equipamentos de energia solar no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em empreendimentos administrados por entidades. Projetos deste tipo já têm preferência em contratos para famílias de renda até R$ 1.395, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O valor total das moradias pode ser acrescido dos custos de instalação e aquisição de equipamentos. O limite é de R$ 2.500 para apartamentos e de R$ 1.800 para casas. O preço do equipamento deverá ser compatível com o valor médio praticado no mercado local e deverá ser apurado com base em pesquisa realizada pela Caixa Econômica Federal.
Para o ministro Marcio Fortes de Almeida, com o aquecimento solar tem-se duplo benefício, o de respeito ao meio ambiente e o de economia de energia elétrica. “Contemplamos as famílias com o banho de chuveiro aquecido utilizando a energia proveniente dos raios solares, recurso tão abundante no território brasileiro”, afirma.
Entidades – A participação de entidades no MCMV foi regulamentada pela Resolução 141, em julho do ano passado. A legislação permite que entidades possam assinar contratos como pessoa jurídica. A mesma resolução trouxe ainda a possibilidade de antecipação de recursos para que entidades possam comprar terrenos para construir as moradias.
ELEIÇÕES
04 de Outubro de 2010
Operação do SLU deve retirar 200 toneladas de lixo só nesta segunda-feira
Publicação: 04/10/2010 11:20 Correio Braziliense
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) realiza, nesta segunda-feira (4/10), uma força tarefa para garantir a retirada de propagandas dos colégios eleitorais e de todo o Distrito Federal. Cerca de 1,5 mil homens e 90 caminhões caçamba participam da operação. De acordo com o superintendente de operações do SLU, Expedito Apolinário, a expectativa é de que 200 toneladas sejam retiradas só hoje.
A ação teve início nesta manhã e deve continuar até quinta-feira (7/10), quando, de acordo com Expedito, deve ser retirada toda a sujeira da cidade, resultado das eleições de 3 de outubro. Segundo o superintendente do SLU, a maior preocupação do órgão é evitar que o lixo entupa as bocas de lobo no DF, principalmente neste período de chuva.
No entanto, de acordo com Expedito Apolinário, os garis têm um pouco de dificuldade devido ao tempo. "O vento forte não está contribuindo muito. Mas devagarzinho a gente consegue. Até quinta-feira queremos deixar todas as cidades limpas e organizadas", garante.
Além da retirada dos chamados "santinhos" em frente aos colégios eleitorais, os caminhões do SLU também retiram as placas, faixas e cartazes que estão nas laterais das pistas do DF.
Operação do SLU deve retirar 200 toneladas de lixo só nesta segunda-feira
Publicação: 04/10/2010 11:20 Correio Braziliense
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) realiza, nesta segunda-feira (4/10), uma força tarefa para garantir a retirada de propagandas dos colégios eleitorais e de todo o Distrito Federal. Cerca de 1,5 mil homens e 90 caminhões caçamba participam da operação. De acordo com o superintendente de operações do SLU, Expedito Apolinário, a expectativa é de que 200 toneladas sejam retiradas só hoje.
A ação teve início nesta manhã e deve continuar até quinta-feira (7/10), quando, de acordo com Expedito, deve ser retirada toda a sujeira da cidade, resultado das eleições de 3 de outubro. Segundo o superintendente do SLU, a maior preocupação do órgão é evitar que o lixo entupa as bocas de lobo no DF, principalmente neste período de chuva.
No entanto, de acordo com Expedito Apolinário, os garis têm um pouco de dificuldade devido ao tempo. "O vento forte não está contribuindo muito. Mas devagarzinho a gente consegue. Até quinta-feira queremos deixar todas as cidades limpas e organizadas", garante.
Além da retirada dos chamados "santinhos" em frente aos colégios eleitorais, os caminhões do SLU também retiram as placas, faixas e cartazes que estão nas laterais das pistas do DF.
ECOLOGIA
18 de Setembro de 2010
Engenheiro inventa umidificador feito de sucata para ambientes pequenos
Silvia Pacheco - Estado de Minas
Não é só o Distrito Federal que sofre com o tempo seco. O problema se estende aos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Nesses tempos de recordes de baixa umidade do ar — em agosto, chegou a 7% em cidades do interior paulista —, os umidificadores são cada vez mais usados para aliviar o sufoco da secura. Enquanto muita gente corre para as farmácias e lojas de eletrodoméstico para comprar o aparelho, o engenheiro eletricista de Santa Rita do Sapucaí (MG) Cláudio Lasso preferiu inovar — e economizar: criou um umidificador feito de sucata e que não necessita de energia elétrica. “Um produto baseado na demanda social e ambiental”, define.
Diferentemente dos estudos científicos, que demoram anos para serem concluídos, os inventos surgem da necessidade de resolver rapidamente algum problema. No caso de Lasso, era o sofrimento da sobrinha de 9 meses, que estava sofrendo com o tempo seco. Em casa, ele colocou em prática princípios da engenharia aliados à preocupação com o meio ambiente — além de não gastar energia elétrica, o equipamento é feito apenas de objetos que costumam ir para o lixo. “Optei por materiais que todos temos em casa, para que qualquer pessoa possa fazer seu umidificador em poucos minutos”, diz o inventor.
O material utilizado é composto por uma garrafa, um pote de sorvete, um CD velho e um pano absorvente, do tipo Perfex (veja arte). A forma de utilização do pano, segundo Lasso, é o grande diferencial do seu invento, garantindo mais eficiência. Apenas a ponta dele é colocada na água, fazendo com que ela demore mais para evaporar. “Uma toalha molhada na cabeceira da cama leva cerca de 20 minutos para secar. Já o umidificador de ar absorve 1cm de água por dia, dependendo da umidade relativa do ar e do tamanho da vasilha”, compara o inventor.
O professor do departamento de Engenharia da Construção Civil da Escola Politécnica da USP Vanderley Moacyr John explica que qualquer tecido de algodão (quanto mais grosseiro melhor) pendurado com a ponta de baixo colocada dentro d’água obtém o mesmo resultado. “A água sobe pelo tecido por capilaridade, o que aumenta a área de contato com o ar, aumentando a quantidade de água evaporada”, explica. “Eu mesmo já improvisei, em um hotel de Brasília, uma toalha pendurada com a parte de baixo encostando na água da pia”, conta.
Boa solução
A invenção de Lasso é elogiada por outros especialistas. “A fabricação é muito simples e barata, colaborando, inclusive, para a redução de descarte de material usado”, opina Mauro Severino, professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB). Saulo Rodrigues, coordenador de pós-graduação em desenvolvimento sustentável da UnB, acha a ideia muito interessante, principalmente porque elimina o uso da energia elétrica. “Precisamos de soluções como essa para reduzir os problemas ecológicos. Principalmente porque cerca de 70% desses problemas é de responsabilidade do consumo de energia de combustíveis fósseis, que ainda passa pela energia elétrica”, avalia Rodrigues.
Para melhorar sua eficiência, o engenheiro mineiro sugere que o umidificador caseiro seja colocado em frente a um ventilador, que servirá para espalhar a umidade. Além disso, o inventor explica que, por ser pequeno — cerca de 30cm de altura e 15cm de comprimento —, o umidificador não ocupa muito espaço, como bacias de água. “Eu mesmo uso na mesa em que trabalho”, exemplifica Lasso. Com isso, ele pode ser utilizado em diversos cômodos, e a pessoa pode construir vários para distribuí-los pela casa.
Engenheiro inventa umidificador feito de sucata para ambientes pequenos
Silvia Pacheco - Estado de Minas
Não é só o Distrito Federal que sofre com o tempo seco. O problema se estende aos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Nesses tempos de recordes de baixa umidade do ar — em agosto, chegou a 7% em cidades do interior paulista —, os umidificadores são cada vez mais usados para aliviar o sufoco da secura. Enquanto muita gente corre para as farmácias e lojas de eletrodoméstico para comprar o aparelho, o engenheiro eletricista de Santa Rita do Sapucaí (MG) Cláudio Lasso preferiu inovar — e economizar: criou um umidificador feito de sucata e que não necessita de energia elétrica. “Um produto baseado na demanda social e ambiental”, define.
Diferentemente dos estudos científicos, que demoram anos para serem concluídos, os inventos surgem da necessidade de resolver rapidamente algum problema. No caso de Lasso, era o sofrimento da sobrinha de 9 meses, que estava sofrendo com o tempo seco. Em casa, ele colocou em prática princípios da engenharia aliados à preocupação com o meio ambiente — além de não gastar energia elétrica, o equipamento é feito apenas de objetos que costumam ir para o lixo. “Optei por materiais que todos temos em casa, para que qualquer pessoa possa fazer seu umidificador em poucos minutos”, diz o inventor.
O material utilizado é composto por uma garrafa, um pote de sorvete, um CD velho e um pano absorvente, do tipo Perfex (veja arte). A forma de utilização do pano, segundo Lasso, é o grande diferencial do seu invento, garantindo mais eficiência. Apenas a ponta dele é colocada na água, fazendo com que ela demore mais para evaporar. “Uma toalha molhada na cabeceira da cama leva cerca de 20 minutos para secar. Já o umidificador de ar absorve 1cm de água por dia, dependendo da umidade relativa do ar e do tamanho da vasilha”, compara o inventor.
O professor do departamento de Engenharia da Construção Civil da Escola Politécnica da USP Vanderley Moacyr John explica que qualquer tecido de algodão (quanto mais grosseiro melhor) pendurado com a ponta de baixo colocada dentro d’água obtém o mesmo resultado. “A água sobe pelo tecido por capilaridade, o que aumenta a área de contato com o ar, aumentando a quantidade de água evaporada”, explica. “Eu mesmo já improvisei, em um hotel de Brasília, uma toalha pendurada com a parte de baixo encostando na água da pia”, conta.
Boa solução
A invenção de Lasso é elogiada por outros especialistas. “A fabricação é muito simples e barata, colaborando, inclusive, para a redução de descarte de material usado”, opina Mauro Severino, professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB). Saulo Rodrigues, coordenador de pós-graduação em desenvolvimento sustentável da UnB, acha a ideia muito interessante, principalmente porque elimina o uso da energia elétrica. “Precisamos de soluções como essa para reduzir os problemas ecológicos. Principalmente porque cerca de 70% desses problemas é de responsabilidade do consumo de energia de combustíveis fósseis, que ainda passa pela energia elétrica”, avalia Rodrigues.
Para melhorar sua eficiência, o engenheiro mineiro sugere que o umidificador caseiro seja colocado em frente a um ventilador, que servirá para espalhar a umidade. Além disso, o inventor explica que, por ser pequeno — cerca de 30cm de altura e 15cm de comprimento —, o umidificador não ocupa muito espaço, como bacias de água. “Eu mesmo uso na mesa em que trabalho”, exemplifica Lasso. Com isso, ele pode ser utilizado em diversos cômodos, e a pessoa pode construir vários para distribuí-los pela casa.
MEIO AMBIENTE
16 de Setembro de 2010
Recorde de queimadas em agosto
Renato Alves (Correio Braziliense)
Com a seca e a baixa umidade relativa do ar, o Distrito Federal registrou 2,4 mil focos de incêndio neste ano. Mais do que em todos os 12 meses de 2009, quando houve 2.063 queimadas. Somente ontem, a unidade da Federação teve 22 incêndios. O maior deles, na região da Fercal, próximo a Sobradinho, queimou o equivalente a mais de 90 campos de futebol profissional. Com um total de 767 ocorrências — média de 24,7 incêndios por dia — agosto apareceu como o mês com o maior número de queimadas em 2010 na capital do país.
Já na área da futura Cidade Digital, a 300m da Residência Oficial do Torto — casa de fim de semana da Presidência da República —, outro incêndio atingiu a rede de transmissão de energia elétrica da Companhia Energética de Brasília (CEB). Labaredas de até 10m de altura queimaram as torres de uma linha de alta tensão (138kV) por volta das 16h.
A queimada afetou dois circuitos de distribuição de energia, que alimentam parte das subestações Brasília-Norte e Brasília-Centro. O fornecimento de energia acabou interrompido por 10 minutos na Esplanada dos Ministérios, Setor de Embaixadas Sul, tribunais superiores, Shopping Pier 21, São Sebastião, Lago Sul e parte do Paranoá.
Os convidados para o lançamento do Plano de Combate ao Desmatamento do Cerrado, do governo federal, anunciado na tarde de ontem, sentiram o efeito das queimadas em Brasília. Durante a solenidade, realizada no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, faltou energia elétrica por três vezes, por causa do incêndio perto da Granja do Torto.
As chamas, que começaram por volta das 15h, consumiram todo o cerrado à margem da rodovia de acesso à região da Granja do Torto, ocupada por casas e chácaras, além do parque de exposições onde são realizados eventos agropecuários. Duas picapes com 10 homens do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local. Eles controlaram o fogo por volta das 19h, quando mais de 10 hectares haviam sido queimados.
Além da queimada na Granja do Torto, a equipe do Correio Braziliense registrou outro foco de incêndio no Setor Noroeste no início da noite. As chamas consumiam o cerrado na área do Parque Burle Marx, atrás do Camping Club de Brasília e ao lado da pista de aeromodelismo, vizinhos da garagem do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).
Recorde de queimadas em agosto
Renato Alves (Correio Braziliense)
Com a seca e a baixa umidade relativa do ar, o Distrito Federal registrou 2,4 mil focos de incêndio neste ano. Mais do que em todos os 12 meses de 2009, quando houve 2.063 queimadas. Somente ontem, a unidade da Federação teve 22 incêndios. O maior deles, na região da Fercal, próximo a Sobradinho, queimou o equivalente a mais de 90 campos de futebol profissional. Com um total de 767 ocorrências — média de 24,7 incêndios por dia — agosto apareceu como o mês com o maior número de queimadas em 2010 na capital do país.
Já na área da futura Cidade Digital, a 300m da Residência Oficial do Torto — casa de fim de semana da Presidência da República —, outro incêndio atingiu a rede de transmissão de energia elétrica da Companhia Energética de Brasília (CEB). Labaredas de até 10m de altura queimaram as torres de uma linha de alta tensão (138kV) por volta das 16h.
A queimada afetou dois circuitos de distribuição de energia, que alimentam parte das subestações Brasília-Norte e Brasília-Centro. O fornecimento de energia acabou interrompido por 10 minutos na Esplanada dos Ministérios, Setor de Embaixadas Sul, tribunais superiores, Shopping Pier 21, São Sebastião, Lago Sul e parte do Paranoá.
Os convidados para o lançamento do Plano de Combate ao Desmatamento do Cerrado, do governo federal, anunciado na tarde de ontem, sentiram o efeito das queimadas em Brasília. Durante a solenidade, realizada no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, faltou energia elétrica por três vezes, por causa do incêndio perto da Granja do Torto.
As chamas, que começaram por volta das 15h, consumiram todo o cerrado à margem da rodovia de acesso à região da Granja do Torto, ocupada por casas e chácaras, além do parque de exposições onde são realizados eventos agropecuários. Duas picapes com 10 homens do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local. Eles controlaram o fogo por volta das 19h, quando mais de 10 hectares haviam sido queimados.
Além da queimada na Granja do Torto, a equipe do Correio Braziliense registrou outro foco de incêndio no Setor Noroeste no início da noite. As chamas consumiam o cerrado na área do Parque Burle Marx, atrás do Camping Club de Brasília e ao lado da pista de aeromodelismo, vizinhos da garagem do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).
CLIMA
16 de Setembro de 2010
Altas temperaturas e baixa umidade do ar castigam os candangos
Lucas Tolentino (Correio Braziliense)
Publicação: 16/09/2010 08:00
O Distrito Federal enfrenta um período de seca sem previsão para acabar. Os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram ontem a maior temperatura do ano: 31,5ºC. A umidade relativa do ar registrada no dia ficou em 14%, no meio da tarde. E os brasilienses devem se preparar para pelo menos mais quatro dias de muito calor. Segundo estimativas do órgão, não deve cair uma gota de água do céu da cidade até o fim de semana. Além do mal-estar, a secura propicia queimadas por todo o DF. Ontem, um incêndio deixou a Esplanada dos Ministérios e outras regiões sem energia por cerca de 10 minutos.
Não chove em Brasília há 112 dias. Os especialistas do Inmet, no entanto, consideram normal o período de estiagem. “Não temos conhecimento de qualquer fenômeno atípico”, afirmou Maria das Dores de Azevedo, meteorologista do órgão. Os cálculos do Inmet para o possível início das precipitações atmosféricas baseiam-se em um dado chamado de prognóstico climático. A estatística leva em conta o primeiro dia de chuva depois da seca nos últimos 30 anos. A média revela que, normalmente, as nuvens carregadas surgem na segunda quinzena de setembro.
O Inmet estuda ainda as possíveis mudanças nos céus para as próximas 96 horas — 4 dias. É aí que a avaliação acaba com as esperanças de um fim de semana mais ameno para os candangos. A ClimaTempo, empresa privada de meteorologia, joga para ainda mais longe as expectativas. Segundo especialistas da entidade, a primeira chuva chegará à capital do país somente no próximo dia 29. “Há a hipótese de que uma frente fria avance pelo Sudeste e o Centro-Oeste favorecendo a formação de nuvens carregadas”, revelou o meteorologista André Madeira.
Perigo
A Defesa Civil emitiu ontem um aviso especial com declaração de estado de atenção para o Distrito Federal. O comunicado contém conselhos para que os brasilienses evitem problemas decorrentes do período de seca. O órgão pede que sejam descartadas atividades ao ar livre e de exposição ao sol entre 10h e 17h, principalmente entre 14h e 16h, período em que a umidade relativa do ar atinge os menores índices. Além disso, o documento ressalta a importância de ingestão de água e de outros líquidos em abundância e o uso de vaporizadores e toalhas molhadas nos ambientes.
Os cuidados com a saúde e as formas de driblar a secura fazem parte da rotina da população do DF. O morador do P Sul Miguel do Carmo, 38 anos, toma o máximo de banho que o tempo lhe permite. “Por mim, eu ficava de molho o dia inteiro no Lago Paranoá”, brincou. A baixa umidade também prejudica Débora do Carmo, 3 anos, filha de Miguel. Segundo ele, a garota sofre de rinite alérgica e os problemas respiratórios aumentam nesta época do ano. “Faço questão de sempre dar água a ela. Saúde é coisa séria e as crianças sofrem muito as consequências do clima de Brasília”, alertou o pai.
A grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas é outro fator que castiga o brasiliense. Com a voz rouca, Valmira Ferreira, 26 anos, vai começar hoje no novo emprego de assistente em uma faculdade particular. Está preocupada porque irá assumir o cargo com os sintomas de gripe. “Tem hora que está calor, na outra está frio. Acabamos ficando em uma espécie constante gripe”, reclamou. Para ela, 2010 está mais quente do que os demais anos.
Altas temperaturas e baixa umidade do ar castigam os candangos
Lucas Tolentino (Correio Braziliense)
Publicação: 16/09/2010 08:00
O Distrito Federal enfrenta um período de seca sem previsão para acabar. Os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram ontem a maior temperatura do ano: 31,5ºC. A umidade relativa do ar registrada no dia ficou em 14%, no meio da tarde. E os brasilienses devem se preparar para pelo menos mais quatro dias de muito calor. Segundo estimativas do órgão, não deve cair uma gota de água do céu da cidade até o fim de semana. Além do mal-estar, a secura propicia queimadas por todo o DF. Ontem, um incêndio deixou a Esplanada dos Ministérios e outras regiões sem energia por cerca de 10 minutos.
Não chove em Brasília há 112 dias. Os especialistas do Inmet, no entanto, consideram normal o período de estiagem. “Não temos conhecimento de qualquer fenômeno atípico”, afirmou Maria das Dores de Azevedo, meteorologista do órgão. Os cálculos do Inmet para o possível início das precipitações atmosféricas baseiam-se em um dado chamado de prognóstico climático. A estatística leva em conta o primeiro dia de chuva depois da seca nos últimos 30 anos. A média revela que, normalmente, as nuvens carregadas surgem na segunda quinzena de setembro.
O Inmet estuda ainda as possíveis mudanças nos céus para as próximas 96 horas — 4 dias. É aí que a avaliação acaba com as esperanças de um fim de semana mais ameno para os candangos. A ClimaTempo, empresa privada de meteorologia, joga para ainda mais longe as expectativas. Segundo especialistas da entidade, a primeira chuva chegará à capital do país somente no próximo dia 29. “Há a hipótese de que uma frente fria avance pelo Sudeste e o Centro-Oeste favorecendo a formação de nuvens carregadas”, revelou o meteorologista André Madeira.
Perigo
A Defesa Civil emitiu ontem um aviso especial com declaração de estado de atenção para o Distrito Federal. O comunicado contém conselhos para que os brasilienses evitem problemas decorrentes do período de seca. O órgão pede que sejam descartadas atividades ao ar livre e de exposição ao sol entre 10h e 17h, principalmente entre 14h e 16h, período em que a umidade relativa do ar atinge os menores índices. Além disso, o documento ressalta a importância de ingestão de água e de outros líquidos em abundância e o uso de vaporizadores e toalhas molhadas nos ambientes.
Os cuidados com a saúde e as formas de driblar a secura fazem parte da rotina da população do DF. O morador do P Sul Miguel do Carmo, 38 anos, toma o máximo de banho que o tempo lhe permite. “Por mim, eu ficava de molho o dia inteiro no Lago Paranoá”, brincou. A baixa umidade também prejudica Débora do Carmo, 3 anos, filha de Miguel. Segundo ele, a garota sofre de rinite alérgica e os problemas respiratórios aumentam nesta época do ano. “Faço questão de sempre dar água a ela. Saúde é coisa séria e as crianças sofrem muito as consequências do clima de Brasília”, alertou o pai.
A grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas é outro fator que castiga o brasiliense. Com a voz rouca, Valmira Ferreira, 26 anos, vai começar hoje no novo emprego de assistente em uma faculdade particular. Está preocupada porque irá assumir o cargo com os sintomas de gripe. “Tem hora que está calor, na outra está frio. Acabamos ficando em uma espécie constante gripe”, reclamou. Para ela, 2010 está mais quente do que os demais anos.
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