24 de fevereiro de 2010
Brasil tem 40 anos para evitar colapso na Amazônia, diz pesquisador do Inpe
Carolina Santos 23/02/2010 11:58 http://www.dzaí.com.br/
Em entrevista concedida ao site Amazonia.org.br o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Gilvan Sampaio, afirmou que se continuarmos no mesmo ritmo de desmatamento que tivemos durante a década de 2000 – associado ao impacto das mudanças climáticas – a Amazônia chegará ao seu limite por volta de 2050.
A constatação foi feita a partir do relatório chamado " Assessment of the Risk of Amazon Dieback" e conduzido pelo Banco Mundial. O estudo avaliou o risco de parte da floresta amazônica entrar em colapso devido à conjunção de três fatores: desmatamento, mudanças climáticas e queimadas. Segundo ele, em 2025, cerca de 75% da floresta seriam perdidos. Em 2075, só restariam 5% de florestas no leste da Amazônia.
Esse levantamento contou com a colaboração dos pesquisadores brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Carlos Nobre e Gilvan Sampaio, trabalha com o conceito de "Amazon Dieback", termo que ainda não tem tradução exata para o português e que representaria uma redução da biomassa da floresta.
Confira a entrevista concedida por um dos pesquisadores ao portal:
Amazonia.org.br - O que é o conceito de "Amazon Dieback"?
Gilvan Sampaio - Não tem uma tradução exata para esse termo, mas podemos dizer que é o risco de colapso de parte da floresta. Não de toda a floresta, mas de parte da Amazônia. O nível, o ponto que chega a floresta que, mesmo que você faça reflorestamento ela não retorna. É uma morte de parte da floresta.
Amazonia.org.br - Esse colapso seria causado pela redução de biomassa da floresta?
Sampaio - Exatamente. Em nossos estudos, avaliamos que, principalmente no leste da Amazônia, com a mudança do clima mais a mudança no uso da terra, você não conseguirá mais sustentar ali uma floresta de pé, como é o caso da floresta amazônica. Você teria uma floresta com, digamos, menos biomassa acumulada, que poderia ser semelhante a uma savana. Por isso nós chamamos o processo de savanização.
Amazonia.org.br - E o estudo quantifica esse risco?
Sampaio - O risco é alto. Nós já desmatamos quase 20% da Amazônia, e o ponto limite da floresta é 40%. A partir de 40% de desmatamento, e considerando os efeitos do aquecimento global, você não conseguiria mais recuperar a área que já foi devastada.
O que eu quero dizer: agora a gente já desmatou 20%. Se você parar de desmatar, e quiser recuperar esses 20%, possivelmente conseguiremos recuperar. Até 40%. Esse seria o limite, mais do que disso a gente não consegue recuperar parte da floresta amazônica.
Esse limite já leva em consideração as mudanças climáticas. E esse é o diferencial do estudo. Porque pela primeira vez nós somamos três efeitos simultâneos: o aquecimento global, as mudanças da terra, e - eu estou chamando de terceiro, mas faz parte de mudanças da terra - o fogo. O efeito do fogo também contribui para a degradação da floresta.
Amazonia.org.br - O estudo apresenta estimativas diferentes para a mudança do clima, com cenários mais otimistas ou pessimistas.
Sampaio - Isso. A diferença entre eles é a concentração de gases na atmosfera, sobretudo de CO2. Porque num cenário de mais emissões, a degradação é maior, e também por conta do maior impacto no clima. Embora esse limite, quando se chega a um nível de degradação muito grande, por exemplo mais de 50% de desmatamento, não há muita diferença entre os cenários. Tanto faz os cenários de alta ou baixa emissão, com esse nível de desmatamento alto, a área degradada e a área remanescente de floresta seria muito semelhante.
Se continuarmos o ritmo de desmatamento e de emissões que estávamos na década de 2000, nós atingiremos esse limite por volta do ano de 2050. Quer dizer, nós temos no máximo quarenta anos para reverter esse quadro.
Amazonia.org.br - E nessa estimativa foi considerada as metas de redução de desmatamento do governo?
Sampaio - Ainda não. Esse será o nosso próximo passo.
Amazonia.org.br - O estudo também analisa o impacto em diferentes regiões da Amazônia.
Sampaio - O maior impacto ocorre no leste da Amazônia. É a área mais sensível. O caso do noroeste da Amazônia é totalmente oposto, pois é a área em que se tem o menor impacto.
No Nordeste, não da Amazônia, mas o Nordeste brasileiro, também existe impacto associado ao desmatamento da Amazônia, porque o desmatamento faz com que haja diminuição da área de caatinga, dando lugar a uma área bem grande de semideserto.
Amazonia.org.br - Isso acontece por causa de mudanças no regime das chuvas?
Sampaio - No Nordeste ocorre uma diminuição bastante grande de chuvas na região central, com o desaparecimento da caatinga e o aparecimento de semideserto. Isso, de fato, já está acontecendo, a tendência é se acelerar.
Outro exemplo: no leste da Amazônia, que é a região de maior impacto, há uma diminuição muito significativa das chuvas, por conta principalmente de desmatamento. O impacto é muito negativo no leste, e é justamente a região que sofre mais pressão.
Se você considerar uma projeção para 2025, só no leste da Amazônia seria perdido 75% da área de floresta, em comparação com a área atual. Com os três efeitos combinados. Essa é a região que ha maior mudança do regime das chuvas, alem do aumento da temperatura, que contribui bastante para a mudança de vegetação
Amazonia.org.br - O estudo apresenta propostas para evitar os impactos?
Sampaio - Não, não fizemos recomendações. Na verdade, as recomendações são aquelas que já conhecemos: diminuir as emissões de gases de efeito estufa e controlar o desmatamento.
17 de fevereiro de 2010
2º e 3º Movimento Cerrado Limpo
13/02 - Fomos conhecer a casa do Seu José e um pouco de sua vida. Adentramos o córrego fazendo a coleta do lixo da cidade trazido pela correnteza. Seu José nos mostrou algumas árvores e plantas importantes. E também nos falou sobre o seu desejo de transformar sua casa em um museu da fauna e flora. Neste dia podemos contar com a ajuda de mais um membro: Celivan.
15/02 - Novamente descemos até a casa do Seu José para mais um dia de trabalho no mato. Desta vez podemos contar com a participação de mais um irmão para o grupo: Dennis (jungle boy) rsrsrsrssrsrs.
Ficamos sabendo um pouco mais sobre o projeto do museu e coisas necessárias que estão em falta, como materiais de construção, ferramentas, mão-de-obra, etc...
A idéia é que o museu seja um lugar de pesquisa e conhecimento voltado para crianças e jovens, evitando que estes entrem em caminhos errados.
Quem estiver interessado em doar algo para a construção do museu ou entrar para o grupo Gama Melhor e participar de nossas diversas atividades, entre em contato pelos números e endereços acima.
08 de fevereiro de 2010
1º Movimento Cerrado LimpoBrasil tem 40 anos para evitar colapso na Amazônia, diz pesquisador do Inpe
Carolina Santos 23/02/2010 11:58 http://www.dzaí.com.br/
Em entrevista concedida ao site Amazonia.org.br o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Gilvan Sampaio, afirmou que se continuarmos no mesmo ritmo de desmatamento que tivemos durante a década de 2000 – associado ao impacto das mudanças climáticas – a Amazônia chegará ao seu limite por volta de 2050.
A constatação foi feita a partir do relatório chamado " Assessment of the Risk of Amazon Dieback" e conduzido pelo Banco Mundial. O estudo avaliou o risco de parte da floresta amazônica entrar em colapso devido à conjunção de três fatores: desmatamento, mudanças climáticas e queimadas. Segundo ele, em 2025, cerca de 75% da floresta seriam perdidos. Em 2075, só restariam 5% de florestas no leste da Amazônia.
Esse levantamento contou com a colaboração dos pesquisadores brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Carlos Nobre e Gilvan Sampaio, trabalha com o conceito de "Amazon Dieback", termo que ainda não tem tradução exata para o português e que representaria uma redução da biomassa da floresta.
Confira a entrevista concedida por um dos pesquisadores ao portal:
Amazonia.org.br - O que é o conceito de "Amazon Dieback"?
Gilvan Sampaio - Não tem uma tradução exata para esse termo, mas podemos dizer que é o risco de colapso de parte da floresta. Não de toda a floresta, mas de parte da Amazônia. O nível, o ponto que chega a floresta que, mesmo que você faça reflorestamento ela não retorna. É uma morte de parte da floresta.
Amazonia.org.br - Esse colapso seria causado pela redução de biomassa da floresta?
Sampaio - Exatamente. Em nossos estudos, avaliamos que, principalmente no leste da Amazônia, com a mudança do clima mais a mudança no uso da terra, você não conseguirá mais sustentar ali uma floresta de pé, como é o caso da floresta amazônica. Você teria uma floresta com, digamos, menos biomassa acumulada, que poderia ser semelhante a uma savana. Por isso nós chamamos o processo de savanização.
Amazonia.org.br - E o estudo quantifica esse risco?
Sampaio - O risco é alto. Nós já desmatamos quase 20% da Amazônia, e o ponto limite da floresta é 40%. A partir de 40% de desmatamento, e considerando os efeitos do aquecimento global, você não conseguiria mais recuperar a área que já foi devastada.
O que eu quero dizer: agora a gente já desmatou 20%. Se você parar de desmatar, e quiser recuperar esses 20%, possivelmente conseguiremos recuperar. Até 40%. Esse seria o limite, mais do que disso a gente não consegue recuperar parte da floresta amazônica.
Esse limite já leva em consideração as mudanças climáticas. E esse é o diferencial do estudo. Porque pela primeira vez nós somamos três efeitos simultâneos: o aquecimento global, as mudanças da terra, e - eu estou chamando de terceiro, mas faz parte de mudanças da terra - o fogo. O efeito do fogo também contribui para a degradação da floresta.
Amazonia.org.br - O estudo apresenta estimativas diferentes para a mudança do clima, com cenários mais otimistas ou pessimistas.
Sampaio - Isso. A diferença entre eles é a concentração de gases na atmosfera, sobretudo de CO2. Porque num cenário de mais emissões, a degradação é maior, e também por conta do maior impacto no clima. Embora esse limite, quando se chega a um nível de degradação muito grande, por exemplo mais de 50% de desmatamento, não há muita diferença entre os cenários. Tanto faz os cenários de alta ou baixa emissão, com esse nível de desmatamento alto, a área degradada e a área remanescente de floresta seria muito semelhante.
Se continuarmos o ritmo de desmatamento e de emissões que estávamos na década de 2000, nós atingiremos esse limite por volta do ano de 2050. Quer dizer, nós temos no máximo quarenta anos para reverter esse quadro.
Amazonia.org.br - E nessa estimativa foi considerada as metas de redução de desmatamento do governo?
Sampaio - Ainda não. Esse será o nosso próximo passo.
Amazonia.org.br - O estudo também analisa o impacto em diferentes regiões da Amazônia.
Sampaio - O maior impacto ocorre no leste da Amazônia. É a área mais sensível. O caso do noroeste da Amazônia é totalmente oposto, pois é a área em que se tem o menor impacto.
No Nordeste, não da Amazônia, mas o Nordeste brasileiro, também existe impacto associado ao desmatamento da Amazônia, porque o desmatamento faz com que haja diminuição da área de caatinga, dando lugar a uma área bem grande de semideserto.
Amazonia.org.br - Isso acontece por causa de mudanças no regime das chuvas?
Sampaio - No Nordeste ocorre uma diminuição bastante grande de chuvas na região central, com o desaparecimento da caatinga e o aparecimento de semideserto. Isso, de fato, já está acontecendo, a tendência é se acelerar.
Outro exemplo: no leste da Amazônia, que é a região de maior impacto, há uma diminuição muito significativa das chuvas, por conta principalmente de desmatamento. O impacto é muito negativo no leste, e é justamente a região que sofre mais pressão.
Se você considerar uma projeção para 2025, só no leste da Amazônia seria perdido 75% da área de floresta, em comparação com a área atual. Com os três efeitos combinados. Essa é a região que ha maior mudança do regime das chuvas, alem do aumento da temperatura, que contribui bastante para a mudança de vegetação
Amazonia.org.br - O estudo apresenta propostas para evitar os impactos?
Sampaio - Não, não fizemos recomendações. Na verdade, as recomendações são aquelas que já conhecemos: diminuir as emissões de gases de efeito estufa e controlar o desmatamento.
17 de fevereiro de 2010
2º e 3º Movimento Cerrado Limpo
13/02 - Fomos conhecer a casa do Seu José e um pouco de sua vida. Adentramos o córrego fazendo a coleta do lixo da cidade trazido pela correnteza. Seu José nos mostrou algumas árvores e plantas importantes. E também nos falou sobre o seu desejo de transformar sua casa em um museu da fauna e flora. Neste dia podemos contar com a ajuda de mais um membro: Celivan.
15/02 - Novamente descemos até a casa do Seu José para mais um dia de trabalho no mato. Desta vez podemos contar com a participação de mais um irmão para o grupo: Dennis (jungle boy) rsrsrsrssrsrs.
Ficamos sabendo um pouco mais sobre o projeto do museu e coisas necessárias que estão em falta, como materiais de construção, ferramentas, mão-de-obra, etc...
A idéia é que o museu seja um lugar de pesquisa e conhecimento voltado para crianças e jovens, evitando que estes entrem em caminhos errados.
Quem estiver interessado em doar algo para a construção do museu ou entrar para o grupo Gama Melhor e participar de nossas diversas atividades, entre em contato pelos números e endereços acima.
08 de fevereiro de 2010
Pois se depender de nós, nunca mais o Seu José estará sozinho!
1º de fevereiro de 2010
De 2007 a 2008, volume de dejetos coletados no DF aumentou em 34 milhões de quilos, chegando a 699 mil toneladas
Naira Trindade (Correio Braziliense)
Publicação: 26/01/2010 08:43
O brasiliense produz cada vez mais lixo. Todos os dias, quase 2 mil toneladas de resíduos sólidos são coletadas pelos caminhões do Sistema de Limpeza Urbana (SLU) em todas as regiões administrativas. O último levantamento do órgão de limpeza mostra que, em 2008, foram recolhidas 699 mil toneladas desses materiais descartados. São 34 milhões de quilos a mais que o ano anterior, em 2007. A quantia daria para encher mais de 1,360 milhão de caminhões de lixo, com capacidade de 25 toneladas. O consumo elevado e o alto poder aquisitivo da população são os principais responsáveis pelo aumento na produção de resíduos no Distrito Federal.
O Lixão da Estrututal é para onde vai a maior parte do lixo coletado em todo o Distrito Federal: riscos para o meio ambiente
Cada morador da capital produziu em 2008, em média, 2,4 quilos de lixo por dia. Foram 876kg de resíduos por pessoa — quase uma tonelada — jogados na lixeira durante todo o ano. Em 2007, a quantidade de lixo per capita chegou a 616kg no DF. Dados do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, apontam o DF como o maior produtor de resíduos sólidos do país.
O levantamento analisa dados de 2007, quando cada brasiliense fabricou 1,96 quilo de lixo por dia, três vezes mais que o morador de Minas Gerais ou o do Amapá, por exemplo. Em segundo lugar na produção de dejetos está o paraibano, com 1,56 quilo a cada dia. Em terceiro, vem o alagoano, que despejou diariamente 1,47 quilo nas lixeiras. O estudo abrangeu mais de 83,8 milhões de pessoas. De acordo com os dados da SNIS, a média nacional ficou em 1,17 quilo diário.
No DF, o Plano Piloto — abrangendo as asas Sul e Norte e o Sudoeste, na classificação do SLU — lidera o ranking dos maiores produtores de lixo. São 142,8 mil toneladas coletadas por ano, média mensal de 11,9 mil toneladas de resíduos. Em seguida, aparece Taguatinga, com descarte anual de 100,5 mil toneladas de dejetos, em média, 8,3 mil toneladas por mês. E a terceira colocação fica com Ceilândia, com produção anual de 93,5 mil toneladas de lixo, em média 7,8 mil toneladas de resíduos por mês.
O alto número de detritos coletados no Plano Piloto em relação às outras cidades é explicado pelo gerente de orientação e fiscalização do SLU, Fábio Gama, pela concentração de hospitais e também de órgãos públicos, comércios e restaurantes. O Correio percorreu algumas das principais áreas da Asa Sul e registrou a movimentação de funcionários ao desfazer dos detritos. O aumento populacional do DF não pôde ser usado como justificativa em relação a 2007 a 2008, pois, de acordo com a tabela do SLU, em 2007 havia 2.438.970 habitantes no DF e, em 2008, o número caiu para 2.422.490 moradores. “O poder aquisitivo do brasiliense aumentou muito. Um exemplo é a quantidade de carros nas ruas. As pessoas estão comprando mais e, consequentemente, descartando mais”, explica o superintendente substituto do SLU.
Separação
Apenas 35% do lixo produzido na região central de Brasília é separado por coleta seletiva. O restante é despejado em aterros, principalmente o Lixão da Estrututal, o que oferece sérios riscos ao meio ambiente. Uma pequena parcela do material é reaproveitada por catadores, como o morador de Santo Antônio Descoberto (GO) Elias Oliveira Andrade, 64. Há mais de 20 anos, ele compra e vende materiais encontrados nos lixos do DF. “O lixo aumentou muito, mas perdeu seu valor. Eu sustentei seis filhos com o dinheiro retirado de materiais reutilizáveis recolhidos nas ruas. Agora, consigo pagar as contas de águas, luz e supermercado”, afirma o homem, que antes era pintor. “Perdi tempo na construção civil. O salário que retirava no lixo era pelo menos três vezes maior que o adquirido pintando uma casa inteira.” Hoje, o catador emprega indiretamente com o reaproveitamento de lixo três funcionários, tem um caminhão particular e construiu uma casa.
Elias pega o lixo deixado por moradores ao longo da Asa Sul. Ele passa antes do serviço de limpeza pública e retira parte dos produtos dispensados nos pontos de coleta. Os resíduos reservados à coleta seletiva são levados pelos caminhões para a usina de reciclagem no fim da Asa Sul. Lá, são depositados com outros produtos trazidos da Asa Norte e Sudoeste, impossibilitando identificar a quantidade de cada área separadamente. O SLU pretende ampliar o serviço de coleta seletiva para outras cidades do DF, mas, primeiro, precisa atingir um número maior de pessoas que façam a seleção do produto no Plano Piloto e no Sudoeste. “Falta uma estruturação para irmos para outras regiões. Não podemos sair sem antes conseguirmos mais colaboração da população da área central de Brasília, onde apenas 35% dos moradores selecionam o lixo antes de despejá-lo na lixeira. É necessário que a população tenha mais consciência e comece a separar os resíduos de maneira que ele seja reaproveitado, como não rasgar o papel e jogá-lo fora inteiro”, completa Gama.
Material reciclável
A coleta seletiva é a coleta diferenciada — pós-separação do lixo — do material reciclável, o que facilita a sua reutilização ou reciclagem. É preciso que haja estrutura para isso, ou seja, caminhões diferentes dos veículos que levam os resíduos não recicláveis e centros de triagem, onde catadores separarão os produtos. Também é necessário que a população faça a sua parte, despejando em lixeiras diferentes o lixo seco do orgânico.
Diferenças
Lixo orgânico
Restos de alimentos, cascas de frutas, legumes e ovos, flores, caules, folhas de árvores e hortaliças, sacos de chá e café, aparas de madeira, cinzas, resíduos de banheiro (papel higiênico e absorvente usados).
Lixo seco
Papel, papelão, jornais, revistas, cadernos e embalagens tipo longa vida, alumínio, bronze, cobre, sucatas de ferro, latas, panelas, fios e correntes, vidro (inteiro ou quebrado), vasilhames de produtos de higiene e limpeza, copos descartáveis, sacos, sacolas, caixas e tubos de PVC, garrafas e embalagens plásticas, brinquedos e utensílios quebrados.


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