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SAÚDE

24 de fevereiro de 2010
Anvisa e Secretaria de Saúde combatem focos do mosquito da dengue no DF

Agência Brasil
Publicação: 23/02/2010 14:56

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF) deslocaram hoje (23) 135 agentes para o Itapoã, cidade do Distrito Federal a cerca de 30 quilômetros de Brasília. Segundo a Anvisa, o objetivo da ação foi verificar se há criadouros do mosquito Aedes aegypti em todas as casas da cidade, onde 58 casos de dengue já foram confirmados.

A coordenadora de Vigilância Ambiental do Itapoã, Stephanie Valentin, aponta o descuido dos moradores como a principal causa do aumento no número de casos na região. “Há um mês estamos trabalhando. Já recolhemos muitos objetos que acumulam água e fizemos o tratamento em diversas casas, mas mesmo assim ainda encontramos larvas do mosquito.”

O agente sanitário Sevirino de Oliveira encontrou focos da dengue em uma caixa d'água aberta no quintal de uma casa em construção. No lote havia também garrafas de plástico propícias à proliferação do mosquito. Segundo Oliveira, nesta mesma rua, cinco pessoas estão com dengue.

Dilva Alvez, que mora perto de ferro-velho, está com a doença e não vai trabalhar há uma semana. “Acho que [o mosquito] veio do ferro-velho, porque oito pessoas na rua já estão com dengue.” Ela e outros moradores do local denunciaram o estabelecimento à Anvisa. Os agentes encontraram vários focos do mosquito no local.

O trabalho desses profissionais é grande: eles enfrentam o calor, muros, grades e cachorros, antes de conseguirem entrar nas casas para orientar a população e procurar focos do Aedes aegypti.

Até o final da semana passada, 1.425 casos da dengue foram notificados em todo o DF, dos quais 390 foram confirmados.

Nunca é demais repetir para se evitar

Prevenção

A ação mais simples para se prevenir a dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.

A regra básica é não deixar a água, mesmo quando limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.

Como a proliferação do mosquito é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma idéia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

Então, a dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.

É bom lembrar que o ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.

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