4 de Dezembro de 2010
Morador de rua cuida de 10 cães
Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas - espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em postes etc.
Vive de doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles, e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.
Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.
Ele é muito querido pelos comerciantes da região, mas o problema é durante a madrugada, quando bêbados no volante, e garotos usuários de droga na região, tem sido uma constante ameaça. Rogério já foi espancado por jovens drogados e chegaram a jogar álcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo.
Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade prá deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim.
Assim, é diante de tudo isso peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil, e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já lhe ofereceram abrigo, mas desde que os cães ficassem para trás, e o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua familia.
Outro dia ele estava levando todos os cães para um pet shop para tomar banho - eram 11 cachorrinhos felizes – eram originalmente 10, mas agora apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci porque no momento que conversamos estava no banho. Ele disse que havia passado remédio contra pulgas nos cachorros, e que o tal remédio é meio melado, e então teve que dar banho em toda a tropa. Perguntei quanto ele iria gastar para dar banho em toda aquela tropa de cachorros, e ele, sorrindo como sempre, disse que a moça do pet shop o ajudava e não cobrava nada. Santa alma! Aí eu perguntei a ele – e você? Onde toma banho? E ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, gelado mesmo. Disse que como era nordestino, estava acostumado.
As vezes faltam palavras que possam definir a grandeza de uma alma como esta, que mesmo não tendo quase nada para si, dá o pouco que tem para minorar o sofrimento desses pobres animais de rua. Muito mais importante dos que as aparências, a riqueza, e o poder ostentado pelas pessoas, são suas atitudes e seus valores éticos e espirituais.
ECOLOGIA
08 Outubro de 2010
Minha Casa, Minha Vida possibilita uso de energia solar
Programa do governo federal estende recursos para inclusão de equipamentos de energia limpa em projetos de habitação popular
CorreioWeb - Lugar Certo
O Ministério das Cidades publicou resolução que possibilita incluir equipamentos de energia solar no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em empreendimentos administrados por entidades. Projetos deste tipo já têm preferência em contratos para famílias de renda até R$ 1.395, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O valor total das moradias pode ser acrescido dos custos de instalação e aquisição de equipamentos. O limite é de R$ 2.500 para apartamentos e de R$ 1.800 para casas. O preço do equipamento deverá ser compatível com o valor médio praticado no mercado local e deverá ser apurado com base em pesquisa realizada pela Caixa Econômica Federal.
Para o ministro Marcio Fortes de Almeida, com o aquecimento solar tem-se duplo benefício, o de respeito ao meio ambiente e o de economia de energia elétrica. “Contemplamos as famílias com o banho de chuveiro aquecido utilizando a energia proveniente dos raios solares, recurso tão abundante no território brasileiro”, afirma.
Entidades – A participação de entidades no MCMV foi regulamentada pela Resolução 141, em julho do ano passado. A legislação permite que entidades possam assinar contratos como pessoa jurídica. A mesma resolução trouxe ainda a possibilidade de antecipação de recursos para que entidades possam comprar terrenos para construir as moradias.
Minha Casa, Minha Vida possibilita uso de energia solar
Programa do governo federal estende recursos para inclusão de equipamentos de energia limpa em projetos de habitação popular
CorreioWeb - Lugar Certo
O Ministério das Cidades publicou resolução que possibilita incluir equipamentos de energia solar no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em empreendimentos administrados por entidades. Projetos deste tipo já têm preferência em contratos para famílias de renda até R$ 1.395, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O valor total das moradias pode ser acrescido dos custos de instalação e aquisição de equipamentos. O limite é de R$ 2.500 para apartamentos e de R$ 1.800 para casas. O preço do equipamento deverá ser compatível com o valor médio praticado no mercado local e deverá ser apurado com base em pesquisa realizada pela Caixa Econômica Federal.
Para o ministro Marcio Fortes de Almeida, com o aquecimento solar tem-se duplo benefício, o de respeito ao meio ambiente e o de economia de energia elétrica. “Contemplamos as famílias com o banho de chuveiro aquecido utilizando a energia proveniente dos raios solares, recurso tão abundante no território brasileiro”, afirma.
Entidades – A participação de entidades no MCMV foi regulamentada pela Resolução 141, em julho do ano passado. A legislação permite que entidades possam assinar contratos como pessoa jurídica. A mesma resolução trouxe ainda a possibilidade de antecipação de recursos para que entidades possam comprar terrenos para construir as moradias.
ELEIÇÕES
04 de Outubro de 2010
Operação do SLU deve retirar 200 toneladas de lixo só nesta segunda-feira
Publicação: 04/10/2010 11:20 Correio Braziliense
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) realiza, nesta segunda-feira (4/10), uma força tarefa para garantir a retirada de propagandas dos colégios eleitorais e de todo o Distrito Federal. Cerca de 1,5 mil homens e 90 caminhões caçamba participam da operação. De acordo com o superintendente de operações do SLU, Expedito Apolinário, a expectativa é de que 200 toneladas sejam retiradas só hoje.
A ação teve início nesta manhã e deve continuar até quinta-feira (7/10), quando, de acordo com Expedito, deve ser retirada toda a sujeira da cidade, resultado das eleições de 3 de outubro. Segundo o superintendente do SLU, a maior preocupação do órgão é evitar que o lixo entupa as bocas de lobo no DF, principalmente neste período de chuva.
No entanto, de acordo com Expedito Apolinário, os garis têm um pouco de dificuldade devido ao tempo. "O vento forte não está contribuindo muito. Mas devagarzinho a gente consegue. Até quinta-feira queremos deixar todas as cidades limpas e organizadas", garante.
Além da retirada dos chamados "santinhos" em frente aos colégios eleitorais, os caminhões do SLU também retiram as placas, faixas e cartazes que estão nas laterais das pistas do DF.
Operação do SLU deve retirar 200 toneladas de lixo só nesta segunda-feira
Publicação: 04/10/2010 11:20 Correio Braziliense
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) realiza, nesta segunda-feira (4/10), uma força tarefa para garantir a retirada de propagandas dos colégios eleitorais e de todo o Distrito Federal. Cerca de 1,5 mil homens e 90 caminhões caçamba participam da operação. De acordo com o superintendente de operações do SLU, Expedito Apolinário, a expectativa é de que 200 toneladas sejam retiradas só hoje.
A ação teve início nesta manhã e deve continuar até quinta-feira (7/10), quando, de acordo com Expedito, deve ser retirada toda a sujeira da cidade, resultado das eleições de 3 de outubro. Segundo o superintendente do SLU, a maior preocupação do órgão é evitar que o lixo entupa as bocas de lobo no DF, principalmente neste período de chuva.
No entanto, de acordo com Expedito Apolinário, os garis têm um pouco de dificuldade devido ao tempo. "O vento forte não está contribuindo muito. Mas devagarzinho a gente consegue. Até quinta-feira queremos deixar todas as cidades limpas e organizadas", garante.
Além da retirada dos chamados "santinhos" em frente aos colégios eleitorais, os caminhões do SLU também retiram as placas, faixas e cartazes que estão nas laterais das pistas do DF.
ECOLOGIA
18 de Setembro de 2010
Engenheiro inventa umidificador feito de sucata para ambientes pequenos
Silvia Pacheco - Estado de Minas
Não é só o Distrito Federal que sofre com o tempo seco. O problema se estende aos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Nesses tempos de recordes de baixa umidade do ar — em agosto, chegou a 7% em cidades do interior paulista —, os umidificadores são cada vez mais usados para aliviar o sufoco da secura. Enquanto muita gente corre para as farmácias e lojas de eletrodoméstico para comprar o aparelho, o engenheiro eletricista de Santa Rita do Sapucaí (MG) Cláudio Lasso preferiu inovar — e economizar: criou um umidificador feito de sucata e que não necessita de energia elétrica. “Um produto baseado na demanda social e ambiental”, define.
Diferentemente dos estudos científicos, que demoram anos para serem concluídos, os inventos surgem da necessidade de resolver rapidamente algum problema. No caso de Lasso, era o sofrimento da sobrinha de 9 meses, que estava sofrendo com o tempo seco. Em casa, ele colocou em prática princípios da engenharia aliados à preocupação com o meio ambiente — além de não gastar energia elétrica, o equipamento é feito apenas de objetos que costumam ir para o lixo. “Optei por materiais que todos temos em casa, para que qualquer pessoa possa fazer seu umidificador em poucos minutos”, diz o inventor.
O material utilizado é composto por uma garrafa, um pote de sorvete, um CD velho e um pano absorvente, do tipo Perfex (veja arte). A forma de utilização do pano, segundo Lasso, é o grande diferencial do seu invento, garantindo mais eficiência. Apenas a ponta dele é colocada na água, fazendo com que ela demore mais para evaporar. “Uma toalha molhada na cabeceira da cama leva cerca de 20 minutos para secar. Já o umidificador de ar absorve 1cm de água por dia, dependendo da umidade relativa do ar e do tamanho da vasilha”, compara o inventor.
O professor do departamento de Engenharia da Construção Civil da Escola Politécnica da USP Vanderley Moacyr John explica que qualquer tecido de algodão (quanto mais grosseiro melhor) pendurado com a ponta de baixo colocada dentro d’água obtém o mesmo resultado. “A água sobe pelo tecido por capilaridade, o que aumenta a área de contato com o ar, aumentando a quantidade de água evaporada”, explica. “Eu mesmo já improvisei, em um hotel de Brasília, uma toalha pendurada com a parte de baixo encostando na água da pia”, conta.
Boa solução
A invenção de Lasso é elogiada por outros especialistas. “A fabricação é muito simples e barata, colaborando, inclusive, para a redução de descarte de material usado”, opina Mauro Severino, professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB). Saulo Rodrigues, coordenador de pós-graduação em desenvolvimento sustentável da UnB, acha a ideia muito interessante, principalmente porque elimina o uso da energia elétrica. “Precisamos de soluções como essa para reduzir os problemas ecológicos. Principalmente porque cerca de 70% desses problemas é de responsabilidade do consumo de energia de combustíveis fósseis, que ainda passa pela energia elétrica”, avalia Rodrigues.
Para melhorar sua eficiência, o engenheiro mineiro sugere que o umidificador caseiro seja colocado em frente a um ventilador, que servirá para espalhar a umidade. Além disso, o inventor explica que, por ser pequeno — cerca de 30cm de altura e 15cm de comprimento —, o umidificador não ocupa muito espaço, como bacias de água. “Eu mesmo uso na mesa em que trabalho”, exemplifica Lasso. Com isso, ele pode ser utilizado em diversos cômodos, e a pessoa pode construir vários para distribuí-los pela casa.
Engenheiro inventa umidificador feito de sucata para ambientes pequenos
Silvia Pacheco - Estado de Minas
Não é só o Distrito Federal que sofre com o tempo seco. O problema se estende aos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Nesses tempos de recordes de baixa umidade do ar — em agosto, chegou a 7% em cidades do interior paulista —, os umidificadores são cada vez mais usados para aliviar o sufoco da secura. Enquanto muita gente corre para as farmácias e lojas de eletrodoméstico para comprar o aparelho, o engenheiro eletricista de Santa Rita do Sapucaí (MG) Cláudio Lasso preferiu inovar — e economizar: criou um umidificador feito de sucata e que não necessita de energia elétrica. “Um produto baseado na demanda social e ambiental”, define.
Diferentemente dos estudos científicos, que demoram anos para serem concluídos, os inventos surgem da necessidade de resolver rapidamente algum problema. No caso de Lasso, era o sofrimento da sobrinha de 9 meses, que estava sofrendo com o tempo seco. Em casa, ele colocou em prática princípios da engenharia aliados à preocupação com o meio ambiente — além de não gastar energia elétrica, o equipamento é feito apenas de objetos que costumam ir para o lixo. “Optei por materiais que todos temos em casa, para que qualquer pessoa possa fazer seu umidificador em poucos minutos”, diz o inventor.
O material utilizado é composto por uma garrafa, um pote de sorvete, um CD velho e um pano absorvente, do tipo Perfex (veja arte). A forma de utilização do pano, segundo Lasso, é o grande diferencial do seu invento, garantindo mais eficiência. Apenas a ponta dele é colocada na água, fazendo com que ela demore mais para evaporar. “Uma toalha molhada na cabeceira da cama leva cerca de 20 minutos para secar. Já o umidificador de ar absorve 1cm de água por dia, dependendo da umidade relativa do ar e do tamanho da vasilha”, compara o inventor.
O professor do departamento de Engenharia da Construção Civil da Escola Politécnica da USP Vanderley Moacyr John explica que qualquer tecido de algodão (quanto mais grosseiro melhor) pendurado com a ponta de baixo colocada dentro d’água obtém o mesmo resultado. “A água sobe pelo tecido por capilaridade, o que aumenta a área de contato com o ar, aumentando a quantidade de água evaporada”, explica. “Eu mesmo já improvisei, em um hotel de Brasília, uma toalha pendurada com a parte de baixo encostando na água da pia”, conta.
Boa solução
A invenção de Lasso é elogiada por outros especialistas. “A fabricação é muito simples e barata, colaborando, inclusive, para a redução de descarte de material usado”, opina Mauro Severino, professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB). Saulo Rodrigues, coordenador de pós-graduação em desenvolvimento sustentável da UnB, acha a ideia muito interessante, principalmente porque elimina o uso da energia elétrica. “Precisamos de soluções como essa para reduzir os problemas ecológicos. Principalmente porque cerca de 70% desses problemas é de responsabilidade do consumo de energia de combustíveis fósseis, que ainda passa pela energia elétrica”, avalia Rodrigues.
Para melhorar sua eficiência, o engenheiro mineiro sugere que o umidificador caseiro seja colocado em frente a um ventilador, que servirá para espalhar a umidade. Além disso, o inventor explica que, por ser pequeno — cerca de 30cm de altura e 15cm de comprimento —, o umidificador não ocupa muito espaço, como bacias de água. “Eu mesmo uso na mesa em que trabalho”, exemplifica Lasso. Com isso, ele pode ser utilizado em diversos cômodos, e a pessoa pode construir vários para distribuí-los pela casa.
MEIO AMBIENTE
16 de Setembro de 2010
Recorde de queimadas em agosto
Renato Alves (Correio Braziliense)
Com a seca e a baixa umidade relativa do ar, o Distrito Federal registrou 2,4 mil focos de incêndio neste ano. Mais do que em todos os 12 meses de 2009, quando houve 2.063 queimadas. Somente ontem, a unidade da Federação teve 22 incêndios. O maior deles, na região da Fercal, próximo a Sobradinho, queimou o equivalente a mais de 90 campos de futebol profissional. Com um total de 767 ocorrências — média de 24,7 incêndios por dia — agosto apareceu como o mês com o maior número de queimadas em 2010 na capital do país.
Já na área da futura Cidade Digital, a 300m da Residência Oficial do Torto — casa de fim de semana da Presidência da República —, outro incêndio atingiu a rede de transmissão de energia elétrica da Companhia Energética de Brasília (CEB). Labaredas de até 10m de altura queimaram as torres de uma linha de alta tensão (138kV) por volta das 16h.
A queimada afetou dois circuitos de distribuição de energia, que alimentam parte das subestações Brasília-Norte e Brasília-Centro. O fornecimento de energia acabou interrompido por 10 minutos na Esplanada dos Ministérios, Setor de Embaixadas Sul, tribunais superiores, Shopping Pier 21, São Sebastião, Lago Sul e parte do Paranoá.
Os convidados para o lançamento do Plano de Combate ao Desmatamento do Cerrado, do governo federal, anunciado na tarde de ontem, sentiram o efeito das queimadas em Brasília. Durante a solenidade, realizada no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, faltou energia elétrica por três vezes, por causa do incêndio perto da Granja do Torto.
As chamas, que começaram por volta das 15h, consumiram todo o cerrado à margem da rodovia de acesso à região da Granja do Torto, ocupada por casas e chácaras, além do parque de exposições onde são realizados eventos agropecuários. Duas picapes com 10 homens do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local. Eles controlaram o fogo por volta das 19h, quando mais de 10 hectares haviam sido queimados.
Além da queimada na Granja do Torto, a equipe do Correio Braziliense registrou outro foco de incêndio no Setor Noroeste no início da noite. As chamas consumiam o cerrado na área do Parque Burle Marx, atrás do Camping Club de Brasília e ao lado da pista de aeromodelismo, vizinhos da garagem do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).
Recorde de queimadas em agosto
Renato Alves (Correio Braziliense)
Com a seca e a baixa umidade relativa do ar, o Distrito Federal registrou 2,4 mil focos de incêndio neste ano. Mais do que em todos os 12 meses de 2009, quando houve 2.063 queimadas. Somente ontem, a unidade da Federação teve 22 incêndios. O maior deles, na região da Fercal, próximo a Sobradinho, queimou o equivalente a mais de 90 campos de futebol profissional. Com um total de 767 ocorrências — média de 24,7 incêndios por dia — agosto apareceu como o mês com o maior número de queimadas em 2010 na capital do país.
Já na área da futura Cidade Digital, a 300m da Residência Oficial do Torto — casa de fim de semana da Presidência da República —, outro incêndio atingiu a rede de transmissão de energia elétrica da Companhia Energética de Brasília (CEB). Labaredas de até 10m de altura queimaram as torres de uma linha de alta tensão (138kV) por volta das 16h.
A queimada afetou dois circuitos de distribuição de energia, que alimentam parte das subestações Brasília-Norte e Brasília-Centro. O fornecimento de energia acabou interrompido por 10 minutos na Esplanada dos Ministérios, Setor de Embaixadas Sul, tribunais superiores, Shopping Pier 21, São Sebastião, Lago Sul e parte do Paranoá.
Os convidados para o lançamento do Plano de Combate ao Desmatamento do Cerrado, do governo federal, anunciado na tarde de ontem, sentiram o efeito das queimadas em Brasília. Durante a solenidade, realizada no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, faltou energia elétrica por três vezes, por causa do incêndio perto da Granja do Torto.
As chamas, que começaram por volta das 15h, consumiram todo o cerrado à margem da rodovia de acesso à região da Granja do Torto, ocupada por casas e chácaras, além do parque de exposições onde são realizados eventos agropecuários. Duas picapes com 10 homens do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local. Eles controlaram o fogo por volta das 19h, quando mais de 10 hectares haviam sido queimados.
Além da queimada na Granja do Torto, a equipe do Correio Braziliense registrou outro foco de incêndio no Setor Noroeste no início da noite. As chamas consumiam o cerrado na área do Parque Burle Marx, atrás do Camping Club de Brasília e ao lado da pista de aeromodelismo, vizinhos da garagem do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).
CLIMA
16 de Setembro de 2010
Altas temperaturas e baixa umidade do ar castigam os candangos
Lucas Tolentino (Correio Braziliense)
Publicação: 16/09/2010 08:00
O Distrito Federal enfrenta um período de seca sem previsão para acabar. Os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram ontem a maior temperatura do ano: 31,5ºC. A umidade relativa do ar registrada no dia ficou em 14%, no meio da tarde. E os brasilienses devem se preparar para pelo menos mais quatro dias de muito calor. Segundo estimativas do órgão, não deve cair uma gota de água do céu da cidade até o fim de semana. Além do mal-estar, a secura propicia queimadas por todo o DF. Ontem, um incêndio deixou a Esplanada dos Ministérios e outras regiões sem energia por cerca de 10 minutos.
Não chove em Brasília há 112 dias. Os especialistas do Inmet, no entanto, consideram normal o período de estiagem. “Não temos conhecimento de qualquer fenômeno atípico”, afirmou Maria das Dores de Azevedo, meteorologista do órgão. Os cálculos do Inmet para o possível início das precipitações atmosféricas baseiam-se em um dado chamado de prognóstico climático. A estatística leva em conta o primeiro dia de chuva depois da seca nos últimos 30 anos. A média revela que, normalmente, as nuvens carregadas surgem na segunda quinzena de setembro.
O Inmet estuda ainda as possíveis mudanças nos céus para as próximas 96 horas — 4 dias. É aí que a avaliação acaba com as esperanças de um fim de semana mais ameno para os candangos. A ClimaTempo, empresa privada de meteorologia, joga para ainda mais longe as expectativas. Segundo especialistas da entidade, a primeira chuva chegará à capital do país somente no próximo dia 29. “Há a hipótese de que uma frente fria avance pelo Sudeste e o Centro-Oeste favorecendo a formação de nuvens carregadas”, revelou o meteorologista André Madeira.
Perigo
A Defesa Civil emitiu ontem um aviso especial com declaração de estado de atenção para o Distrito Federal. O comunicado contém conselhos para que os brasilienses evitem problemas decorrentes do período de seca. O órgão pede que sejam descartadas atividades ao ar livre e de exposição ao sol entre 10h e 17h, principalmente entre 14h e 16h, período em que a umidade relativa do ar atinge os menores índices. Além disso, o documento ressalta a importância de ingestão de água e de outros líquidos em abundância e o uso de vaporizadores e toalhas molhadas nos ambientes.
Os cuidados com a saúde e as formas de driblar a secura fazem parte da rotina da população do DF. O morador do P Sul Miguel do Carmo, 38 anos, toma o máximo de banho que o tempo lhe permite. “Por mim, eu ficava de molho o dia inteiro no Lago Paranoá”, brincou. A baixa umidade também prejudica Débora do Carmo, 3 anos, filha de Miguel. Segundo ele, a garota sofre de rinite alérgica e os problemas respiratórios aumentam nesta época do ano. “Faço questão de sempre dar água a ela. Saúde é coisa séria e as crianças sofrem muito as consequências do clima de Brasília”, alertou o pai.
A grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas é outro fator que castiga o brasiliense. Com a voz rouca, Valmira Ferreira, 26 anos, vai começar hoje no novo emprego de assistente em uma faculdade particular. Está preocupada porque irá assumir o cargo com os sintomas de gripe. “Tem hora que está calor, na outra está frio. Acabamos ficando em uma espécie constante gripe”, reclamou. Para ela, 2010 está mais quente do que os demais anos.
Altas temperaturas e baixa umidade do ar castigam os candangos
Lucas Tolentino (Correio Braziliense)
Publicação: 16/09/2010 08:00
O Distrito Federal enfrenta um período de seca sem previsão para acabar. Os termômetros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram ontem a maior temperatura do ano: 31,5ºC. A umidade relativa do ar registrada no dia ficou em 14%, no meio da tarde. E os brasilienses devem se preparar para pelo menos mais quatro dias de muito calor. Segundo estimativas do órgão, não deve cair uma gota de água do céu da cidade até o fim de semana. Além do mal-estar, a secura propicia queimadas por todo o DF. Ontem, um incêndio deixou a Esplanada dos Ministérios e outras regiões sem energia por cerca de 10 minutos.
Não chove em Brasília há 112 dias. Os especialistas do Inmet, no entanto, consideram normal o período de estiagem. “Não temos conhecimento de qualquer fenômeno atípico”, afirmou Maria das Dores de Azevedo, meteorologista do órgão. Os cálculos do Inmet para o possível início das precipitações atmosféricas baseiam-se em um dado chamado de prognóstico climático. A estatística leva em conta o primeiro dia de chuva depois da seca nos últimos 30 anos. A média revela que, normalmente, as nuvens carregadas surgem na segunda quinzena de setembro.
O Inmet estuda ainda as possíveis mudanças nos céus para as próximas 96 horas — 4 dias. É aí que a avaliação acaba com as esperanças de um fim de semana mais ameno para os candangos. A ClimaTempo, empresa privada de meteorologia, joga para ainda mais longe as expectativas. Segundo especialistas da entidade, a primeira chuva chegará à capital do país somente no próximo dia 29. “Há a hipótese de que uma frente fria avance pelo Sudeste e o Centro-Oeste favorecendo a formação de nuvens carregadas”, revelou o meteorologista André Madeira.
Perigo
A Defesa Civil emitiu ontem um aviso especial com declaração de estado de atenção para o Distrito Federal. O comunicado contém conselhos para que os brasilienses evitem problemas decorrentes do período de seca. O órgão pede que sejam descartadas atividades ao ar livre e de exposição ao sol entre 10h e 17h, principalmente entre 14h e 16h, período em que a umidade relativa do ar atinge os menores índices. Além disso, o documento ressalta a importância de ingestão de água e de outros líquidos em abundância e o uso de vaporizadores e toalhas molhadas nos ambientes.
Os cuidados com a saúde e as formas de driblar a secura fazem parte da rotina da população do DF. O morador do P Sul Miguel do Carmo, 38 anos, toma o máximo de banho que o tempo lhe permite. “Por mim, eu ficava de molho o dia inteiro no Lago Paranoá”, brincou. A baixa umidade também prejudica Débora do Carmo, 3 anos, filha de Miguel. Segundo ele, a garota sofre de rinite alérgica e os problemas respiratórios aumentam nesta época do ano. “Faço questão de sempre dar água a ela. Saúde é coisa séria e as crianças sofrem muito as consequências do clima de Brasília”, alertou o pai.
A grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas é outro fator que castiga o brasiliense. Com a voz rouca, Valmira Ferreira, 26 anos, vai começar hoje no novo emprego de assistente em uma faculdade particular. Está preocupada porque irá assumir o cargo com os sintomas de gripe. “Tem hora que está calor, na outra está frio. Acabamos ficando em uma espécie constante gripe”, reclamou. Para ela, 2010 está mais quente do que os demais anos.
ECOLOGIA
1º de Junho de 2010
100% Limpeza
Revista da FIEC por Gevan Oliveira
Não tem mais volta. As tecnologias limpas - aquelas que não queimam combustível fossíl - serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representanto importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ``cabeça chata`` pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.
O professor pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.
100% Limpeza
Revista da FIEC por Gevan Oliveira
Não tem mais volta. As tecnologias limpas - aquelas que não queimam combustível fossíl - serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representanto importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ``cabeça chata`` pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.
O professor pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.Feito em fibra de carbono e alumínio especial - mesmo material usado em aeronaves comerciais - a peça tem 3 metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato do avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve a sua aerodinâmica, que facilita a sua captura de raios solares e de vento. ´´Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo´´ esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo tempo. Ou seja, um poste com um ´´avião´´ - na verdade um gerador - é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com 6 lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto a luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À PROVA DE APAGÃO
Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é a prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: ´´As baterias do poste híbrido tem autonomia para 7o horas, ou seja, se faltar vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar´´.
O inventor explica que a idéia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que caminhada foi difícil, - em função da falta de incentivo - o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. ´´Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas dos outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% feito no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial´´, diz.
O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário â instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro-mês, considerando-se a fartura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menos que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa, teria, também um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia do estado. ''Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%, garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. Uma vez que não haverá contaminação do solo. nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental'', finaliza Fernandez Ximenes.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo tempo. Ou seja, um poste com um ´´avião´´ - na verdade um gerador - é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com 6 lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto a luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À PROVA DE APAGÃO
Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é a prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: ´´As baterias do poste híbrido tem autonomia para 7o horas, ou seja, se faltar vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar´´.
O inventor explica que a idéia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que caminhada foi difícil, - em função da falta de incentivo - o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. ´´Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas dos outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% feito no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial´´, diz.Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na idéia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.
ECOLOGIA
14 de Abril de 2010
Pesquisador da UnB desenvolve tijolo produzido com papel
Produzido a partir de fibras de embalagem de cimento, resistente e mais econômico que os blocos comuns, o novo produto se mostra ambientalmente vantajoso
Silvia Pacheco - Correio Braziliense
Márcio Buson: "A técnica é simples. Pode ser utilizada, por exemplo, em construções populares"
Um dos materiais mais importantes nas construções, o tijolo, agora, pode ser feito de papel. É o que demonstra uma pesquisa realizada pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB) Márcio Buson. O especialista criou um bloco compactado feito a partir da mistura de terra com as fibras das embalagens de cimento, o papel kraft. “Basicamente, eu pego o solo e incorporo essas fibras para formar o composto. Depois, estabilizo com um pouco de cimento para melhorar as propriedades finais do material”, explica o professor.
Apelidado de kraftterra, o tijolo é apontado por pesquisadores da UnB como uma alternativa viável para a construção civil e uma boa maneira de reaproveitar os sacos de cimento, considerados altamente poluentes. “O saco de cimento é um resíduo que não é absorvido em nenhum processo de produção. Agregado à fabricação do kraftterra, ele é muito bem-vindo”, aponta Raquel Naves Blumenschein, professora da FAU/UnB e coordenadora do Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade (Lacis).
A fabricação do kraftterra é realizada a partir da reciclagem das embalagens de cimento e é composta por seis etapas (veja ao lado). Segundo o arquiteto, a grande característica das fibras do papel kraft, depois da reciclagem, é que elas são longas e, com isso, dão mais liga ao composto. “O material ligante faz com que a retração da terra depois da secagem do material diminua. Se a retração for grande, o tijolo trinca, e isso não é bom”, explica Buson.
Nos ensaios feitos em laboratório, durante o mestrado na Universidade de Aveiros, em Portugal, o professor da UnB realizou diversos testes para avaliar a resistência do kraftterra a impactos. O novo produto se mostrou vantajoso quando comparado ao tijolo comum — bloco de terra compactado (BTC), composto pela mistura de terra crua com cimento. “Observamos que o kraftterra melhora as propriedades físicas e mecânicas, tornando-se mais resistente à compressão, o que é importante para sustentar uma construção”, diz o pesquisador. Além da resistência, a produção do kraftterra traz economia. Na pesquisa, Buson conseguiu diminuir pela metade o uso de cimento para a fabricação dos blocos.
Outra performance de destaque no estudo foi a resistência do kraftterra em relação ao fogo. Os testes mostraram que as paredes de kraftterra, ao serem submetidas a calor constante de 200ºC, por duas horas, apresentaram variação de 60ºC, enquanto as de tijolo comum essa mudança foi de 70ºC. “Ficamos receosos quanto à resistência ao fogo, devido a presença da fibra de papel. No entanto, os valores apresentados qualificam o kraftterra como um material corta-fogo”, comenta Buson. “Os pesquisadores que acompanharam os testes em Portugal não conseguiam acreditar quando viram os resultados de resistência ao fogo do material”, completa.
Porém, nos testes de absorção de água, o produto apresentou cerca de 7,6% mais absorção que o tijolo comum. De acordo com Buson, esse aspecto torna a construção mais suscetível a infiltrações. A solução achada, então, foi a adição da seiva da babosa à composição. “A seiva diminuiu a absorção de água pelo material em 6%, em comparação ao tijolo de solo-cimento. Isso demonstra que a técnica é versátil, pois permite a modificação das características do material por meio da adição de outras substâncias”, observa.
Reciclagem
A maior vantagem do kraftterra, no entanto, tanto na opinião do autor do estudo como na de outros pesquisadores da UnB, é o fato de ele ajudar na preservação do meio ambiente. Isso porque evita que a embalagem de cimento seja jogada no lixo. “Não há um descarte correto para esses sacos, que acabam indo para aterros e lixões, comprometendo a qualidade do solo e da água e até obstruindo bueiros”, explica Raquel Blumenschein.
Buson relata que, em ensaios laboratoriais, foi capaz de reciclar 130 sacos de cimento em um tonel de 220l, num período de apenas 15 minutos. “Uma pequena casa de dois cômodos, com 50m², por exemplo, leva em torno de 15 mil tijolos. Na composição desses tijolos, estariam 15 mil sacos de cimento reciclados. Ou seja, menos 15 mil sacos jogados na natureza”, comemora.
A aplicação da técnica do kraftterra pode ser utilizada em vários outros métodos de composição de tijolos, como os blocos de terra compactado (BTC), os blocos de terra adensados, conhecidos como adobe, e a taipa de mão. “Além de barata, a técnica é simples. Pode ser utilizada, por exemplo, em construções populares”, afirma o especialista.
O professor da UnB ressalta que ainda é cedo para a utilização da tecnologia nas obras. O próximo passo é avaliar o comportamento do kraftterra em um canteiro experimental. “Seria irresponsável colocar o produto para a execução de obras. É preciso testá-lo primeiro em meio às intempéries do clima”, explica.
07 de Abril de 2010
Pesquisador da UnB desenvolve tijolo produzido com papel
Produzido a partir de fibras de embalagem de cimento, resistente e mais econômico que os blocos comuns, o novo produto se mostra ambientalmente vantajoso
Silvia Pacheco - Correio Braziliense
Márcio Buson: "A técnica é simples. Pode ser utilizada, por exemplo, em construções populares"
Um dos materiais mais importantes nas construções, o tijolo, agora, pode ser feito de papel. É o que demonstra uma pesquisa realizada pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB) Márcio Buson. O especialista criou um bloco compactado feito a partir da mistura de terra com as fibras das embalagens de cimento, o papel kraft. “Basicamente, eu pego o solo e incorporo essas fibras para formar o composto. Depois, estabilizo com um pouco de cimento para melhorar as propriedades finais do material”, explica o professor.
Apelidado de kraftterra, o tijolo é apontado por pesquisadores da UnB como uma alternativa viável para a construção civil e uma boa maneira de reaproveitar os sacos de cimento, considerados altamente poluentes. “O saco de cimento é um resíduo que não é absorvido em nenhum processo de produção. Agregado à fabricação do kraftterra, ele é muito bem-vindo”, aponta Raquel Naves Blumenschein, professora da FAU/UnB e coordenadora do Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade (Lacis).
A fabricação do kraftterra é realizada a partir da reciclagem das embalagens de cimento e é composta por seis etapas (veja ao lado). Segundo o arquiteto, a grande característica das fibras do papel kraft, depois da reciclagem, é que elas são longas e, com isso, dão mais liga ao composto. “O material ligante faz com que a retração da terra depois da secagem do material diminua. Se a retração for grande, o tijolo trinca, e isso não é bom”, explica Buson.
Nos ensaios feitos em laboratório, durante o mestrado na Universidade de Aveiros, em Portugal, o professor da UnB realizou diversos testes para avaliar a resistência do kraftterra a impactos. O novo produto se mostrou vantajoso quando comparado ao tijolo comum — bloco de terra compactado (BTC), composto pela mistura de terra crua com cimento. “Observamos que o kraftterra melhora as propriedades físicas e mecânicas, tornando-se mais resistente à compressão, o que é importante para sustentar uma construção”, diz o pesquisador. Além da resistência, a produção do kraftterra traz economia. Na pesquisa, Buson conseguiu diminuir pela metade o uso de cimento para a fabricação dos blocos.
Outra performance de destaque no estudo foi a resistência do kraftterra em relação ao fogo. Os testes mostraram que as paredes de kraftterra, ao serem submetidas a calor constante de 200ºC, por duas horas, apresentaram variação de 60ºC, enquanto as de tijolo comum essa mudança foi de 70ºC. “Ficamos receosos quanto à resistência ao fogo, devido a presença da fibra de papel. No entanto, os valores apresentados qualificam o kraftterra como um material corta-fogo”, comenta Buson. “Os pesquisadores que acompanharam os testes em Portugal não conseguiam acreditar quando viram os resultados de resistência ao fogo do material”, completa.
Porém, nos testes de absorção de água, o produto apresentou cerca de 7,6% mais absorção que o tijolo comum. De acordo com Buson, esse aspecto torna a construção mais suscetível a infiltrações. A solução achada, então, foi a adição da seiva da babosa à composição. “A seiva diminuiu a absorção de água pelo material em 6%, em comparação ao tijolo de solo-cimento. Isso demonstra que a técnica é versátil, pois permite a modificação das características do material por meio da adição de outras substâncias”, observa.
Reciclagem
A maior vantagem do kraftterra, no entanto, tanto na opinião do autor do estudo como na de outros pesquisadores da UnB, é o fato de ele ajudar na preservação do meio ambiente. Isso porque evita que a embalagem de cimento seja jogada no lixo. “Não há um descarte correto para esses sacos, que acabam indo para aterros e lixões, comprometendo a qualidade do solo e da água e até obstruindo bueiros”, explica Raquel Blumenschein.
Buson relata que, em ensaios laboratoriais, foi capaz de reciclar 130 sacos de cimento em um tonel de 220l, num período de apenas 15 minutos. “Uma pequena casa de dois cômodos, com 50m², por exemplo, leva em torno de 15 mil tijolos. Na composição desses tijolos, estariam 15 mil sacos de cimento reciclados. Ou seja, menos 15 mil sacos jogados na natureza”, comemora.
A aplicação da técnica do kraftterra pode ser utilizada em vários outros métodos de composição de tijolos, como os blocos de terra compactado (BTC), os blocos de terra adensados, conhecidos como adobe, e a taipa de mão. “Além de barata, a técnica é simples. Pode ser utilizada, por exemplo, em construções populares”, afirma o especialista.
O professor da UnB ressalta que ainda é cedo para a utilização da tecnologia nas obras. O próximo passo é avaliar o comportamento do kraftterra em um canteiro experimental. “Seria irresponsável colocar o produto para a execução de obras. É preciso testá-lo primeiro em meio às intempéries do clima”, explica.
07 de Abril de 2010
Empresa lança linha ecologicamente correta de materiais para limpeza
CorreioWeb - Lugar Certo
A Tok&Stok acaba de lançar a linha Eclipse, que propõe uma nova maneira de limpar, unindo design e qualidade a características sustentáveis, ecologicamente corretas. Fabricada nos Estados Unidos, a coleção foi ganhadora do prêmio Good Design Award de 2009 e traz a cor verde predominante nas bases plásticas dos produtos, feitas de garrafas PET de soda recicladas. Com design em forma de meia-lua, daí o nome da linha, os itens facilitam a limpeza de cantos e entre móveis. A linha é composta pelo cabo multiuso (R$ 103), de alumínio, que também é proveniente de material reciclável e foi projetado para se acoplar em vários acessórios, além da vassoura (R$ 92), balde 10 l (R$ 85) e rolo tira pelo (R$ 34,50). As partes de alguns produtos se encaixam e podem ser reutilizadas de diversas formas.
Os “mops” microfibra (R$ 101) e com base (R$ 115) se destacam por possuírem microfibra em sua composição, um dos materiais mais eficientes para a limpeza. Também possibilitam a utilização de pouca água e evitam o uso de produtos químicos, além de poderem ser levados à máquina de lavar após a utilização. Parte de suas esponjas é confeccionada a partir da soja, o que reduz a quantidade de petróleo utilizada no produto. Suas bases com espuma possuem formato que se encaixa no balde ou tanque, onde o excesso de água pode ser retirado da espuma.
Essas características possibilitaram à linha Eclipse a certificação “Silver Level”, concedida pelo Cradle to Cradle (SM), que atesta a sustentabilidade e o baixo impacto ecológico. A coleção traz um novo conceito para as atividades do lar e insere a conscientização para o respeito ao meio ambiente.
MEIO AMBIENTE
02 de Abril de 2010
Passeio na mata
Passeio na mata
Devido a contra-tempos dos nossos amigos do grupo Gama melhor, não foi possível realizar um dia de movimento Cerrado Limpo. Mesmo assim Felipe desceu com João (o mais novo membro do grupo) para conhecer melhor a área em que Seu José mora e preserva. Aprenderam mais um pouquinho sobre este universo infinito que é o cerrado, como podem ver nas fotos, e bater aquele papo agradável com um homem de enorme experiência de vida.
MEIO AMBIENTE
27 de março de 2010
Entulho de shopping jogado em área verde
Resto de escavação retirado do local onde foi erguido Iguatemi, no Lago Norte, é esquecido pelo poder público no Paranoá. Ibram alerta para risco de assoreamento do lago.
Ana Maria Campos (Correioweb)
Publicação: 24/03/2010 07:52
Uma montanha de terra, correspondente à escavação de uma área de 33 mil metros quadrados no Lago Norte, está abandonada há dois anos na região vizinha mais pobre, o Paranoá. Trata-se de um depósito esquecido pelo Poder Público em frente ao Estádio JK sem qualquer providência para evitar danos ambientais. O entulho foi levado da construção de um prédio luxuoso, cuja inauguração, prevista para a próxima terça-feira, é aguardada com entusiasmo pela classes média e alta do Distrito Federal: o Shopping Iguatemi, uma parceria empresarial das organizações Paulo Octávio e Carlos Jereissati.
Com autorização da Administração Regional do Paranoá, a Paulo Octávio, construtora responsável pela obra, deslocou para a cidade a 12 quilômetros de distância toda a terra retirada do local onde foi erguido o shopping, empreendimento com 200 lojas distribuídas em dois pisos, além de dois subsolos de garagem. Foram viagens de cerca de mil caminhões de terra, um volume estimado em 10 mil metros cúbicos de entulho. Tudo ocorreu com a autorização do ex-administrador do Paranoá, Sérgio Damaceno – nomeado em ato do então governador José Roberto Arruda (sem partido) – mas sem o devido aval do órgão ambiental, o Instituto de Meio Ambiente do Distrito Federal (Ibram).
O Ibram não foi consultado, mas não teria autorizado, caso o órgão tivesse sido informado previamente do empreendimento. A montanha de terra, segundo o superintendente de licenciamento e fiscalização do Ibram, Eduardo Henrique Reis, provoca riscos de assoreamento do Lago Paranoá, graças à possibildidade de carreamento dos resíduos da construção pelas chuvas. Também há perigo de contaminação de nascentes do Paranoá e da qualidade da água. “Há erro da origem e da administração. O empreendedor não pode despejar resíduos onde quiser e a administração regional autorizar sem prévia anuência do Ibram”, disse Reis. “O único lugar onde se pode jogar resíduos é no aterro sanitário do Jóquei (Clube)”, acrescentou.
Notificação
O Ibram chegou a notificar a Administração Regional do Paranoá em fevereiro de 2009. O instituto pediu estudos de engenharia para a recuperação da área onde já estava depositada a terra. Uma das exigências é que fosse providenciado um projeto de drenagem pluvial, justamente para evitar o carreamento do entulho. O problema é alvo de uma investigação da Delegacia de Meio Ambiente do DF. Mas nenhuma medida prática foi adotada desde então. Na justificativa para a falta de ações, o atual administrador regional, Artur Nogueira, joga a responsabilidade para seu antecessor, Sérgio Damaceno que, por sua vez, culpa o sucessor. Pelo menos, numa coisa os dois concordam: a situação é totalmente irregular.
Damaceno afirma que o uso da terra, doada pela Paulo Octávio, foi um bom negócio para o Governo do Distrito Federal. “A empresa nos cedeu a terra gratuitamente e autorizei o depósito numa área onde já havia erosão”, disse o ex-administrador. Ele sustenta que sua intenção era construir uma pista de atletismo e um estacionamento para o estádio de futebol JK, próximo à montanha de terras do Iguatemi. “Uni o útil ao agradável”, afirma. O problema, segundo ele, é que houve um embargo do Ibram. A administração regional contratou uma empresa para construir um talude, plano para dar sustentação ao aterro. Mas o projeto teria sido paralisado com a mudança na administração regional. “Lamento que o projeto tenha sido abandonado porque não era uma obra minha e sim da cidade”, afirmou Damaceno.
O atual administrador, Artur Nogueira, assim que assumiu o cargo por indicação do sobrinho, o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), constatou a irregularidade, mas nada fez. Ele admite que o entulho traz riscos de dano ambiental e disse que foi informado de que a terra foi jogada em cima de minas de água. Mas lamenta não poder adotar nenhuma medida para reverter o problema. “Herdei esse entulho e não posso tomar nenhuma providência enquanto não houver uma conclusão do Ministério Público sobre a extensão do problema”, disse Nogueira. A assessoria de imprensa do shopping Iguatemi informou ao Correio que a construtora Paulo Octávio, responsável pela obra, agiu de acordo com a legalidade, já que obteve autorização da Administração Regional do Paranoá para o transporte da terra e nunca teria sido notificada pelo governo, tampouco pelo Ibram-DF.
Entulho de shopping jogado em área verde
Resto de escavação retirado do local onde foi erguido Iguatemi, no Lago Norte, é esquecido pelo poder público no Paranoá. Ibram alerta para risco de assoreamento do lago.
Ana Maria Campos (Correioweb)
Publicação: 24/03/2010 07:52
Uma montanha de terra, correspondente à escavação de uma área de 33 mil metros quadrados no Lago Norte, está abandonada há dois anos na região vizinha mais pobre, o Paranoá. Trata-se de um depósito esquecido pelo Poder Público em frente ao Estádio JK sem qualquer providência para evitar danos ambientais. O entulho foi levado da construção de um prédio luxuoso, cuja inauguração, prevista para a próxima terça-feira, é aguardada com entusiasmo pela classes média e alta do Distrito Federal: o Shopping Iguatemi, uma parceria empresarial das organizações Paulo Octávio e Carlos Jereissati.
Com autorização da Administração Regional do Paranoá, a Paulo Octávio, construtora responsável pela obra, deslocou para a cidade a 12 quilômetros de distância toda a terra retirada do local onde foi erguido o shopping, empreendimento com 200 lojas distribuídas em dois pisos, além de dois subsolos de garagem. Foram viagens de cerca de mil caminhões de terra, um volume estimado em 10 mil metros cúbicos de entulho. Tudo ocorreu com a autorização do ex-administrador do Paranoá, Sérgio Damaceno – nomeado em ato do então governador José Roberto Arruda (sem partido) – mas sem o devido aval do órgão ambiental, o Instituto de Meio Ambiente do Distrito Federal (Ibram).
Caminhões de terra foram jogados em uma área perto do Estádio JK, com autorização da Administração Regional do Paranoá, mas sem o aval do Ibram
O Ibram não foi consultado, mas não teria autorizado, caso o órgão tivesse sido informado previamente do empreendimento. A montanha de terra, segundo o superintendente de licenciamento e fiscalização do Ibram, Eduardo Henrique Reis, provoca riscos de assoreamento do Lago Paranoá, graças à possibildidade de carreamento dos resíduos da construção pelas chuvas. Também há perigo de contaminação de nascentes do Paranoá e da qualidade da água. “Há erro da origem e da administração. O empreendedor não pode despejar resíduos onde quiser e a administração regional autorizar sem prévia anuência do Ibram”, disse Reis. “O único lugar onde se pode jogar resíduos é no aterro sanitário do Jóquei (Clube)”, acrescentou.
Notificação
O Ibram chegou a notificar a Administração Regional do Paranoá em fevereiro de 2009. O instituto pediu estudos de engenharia para a recuperação da área onde já estava depositada a terra. Uma das exigências é que fosse providenciado um projeto de drenagem pluvial, justamente para evitar o carreamento do entulho. O problema é alvo de uma investigação da Delegacia de Meio Ambiente do DF. Mas nenhuma medida prática foi adotada desde então. Na justificativa para a falta de ações, o atual administrador regional, Artur Nogueira, joga a responsabilidade para seu antecessor, Sérgio Damaceno que, por sua vez, culpa o sucessor. Pelo menos, numa coisa os dois concordam: a situação é totalmente irregular.
Damaceno afirma que o uso da terra, doada pela Paulo Octávio, foi um bom negócio para o Governo do Distrito Federal. “A empresa nos cedeu a terra gratuitamente e autorizei o depósito numa área onde já havia erosão”, disse o ex-administrador. Ele sustenta que sua intenção era construir uma pista de atletismo e um estacionamento para o estádio de futebol JK, próximo à montanha de terras do Iguatemi. “Uni o útil ao agradável”, afirma. O problema, segundo ele, é que houve um embargo do Ibram. A administração regional contratou uma empresa para construir um talude, plano para dar sustentação ao aterro. Mas o projeto teria sido paralisado com a mudança na administração regional. “Lamento que o projeto tenha sido abandonado porque não era uma obra minha e sim da cidade”, afirmou Damaceno.
O atual administrador, Artur Nogueira, assim que assumiu o cargo por indicação do sobrinho, o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), constatou a irregularidade, mas nada fez. Ele admite que o entulho traz riscos de dano ambiental e disse que foi informado de que a terra foi jogada em cima de minas de água. Mas lamenta não poder adotar nenhuma medida para reverter o problema. “Herdei esse entulho e não posso tomar nenhuma providência enquanto não houver uma conclusão do Ministério Público sobre a extensão do problema”, disse Nogueira. A assessoria de imprensa do shopping Iguatemi informou ao Correio que a construtora Paulo Octávio, responsável pela obra, agiu de acordo com a legalidade, já que obteve autorização da Administração Regional do Paranoá para o transporte da terra e nunca teria sido notificada pelo governo, tampouco pelo Ibram-DF.
CULTURA
02 de março de 2010
Bibliotecas entram na era do e-book
Flávia Denise - http://www.livrolivreconscientecoletivo.blogspot.com/
Para que serve uma biblioteca quando cada indivíduo caminha com mais de 1.000 livros dentro da sua mochila? É exatamente isso que a gerência da Biblioteca de Shaler North Hills, localizada em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, está tentando descobrir. Recentemente eles compraram nove Kindles e estão testando qual é a melhor forma de emprestar os e-readers para seus usuários. Estão testando o produto.
No meio de abril o público geral poderá alugar Kindles, mas até lá, alguns usuários selecionados. Breidenbach, de 54 anos, é um deles. "É um instrumento legal, fácil de usar, mas eu ainda estou com medo de deixar ele cair e quebrar porque eu sou desastrado às vezes", disse após usar o aparelho por 2h30 no primeiro dia de aluguel.
A biblioteca lida com empréstimos em acervo digital desde 2005. O usuário leva seu computador, telefone ou MP3 e transfere um arquivo que vai durar um tempo determinado no computador de cada um. Uma forma barata e cômoda de pegar um livro emprestado sem ter que devolver nem respirar os ácaros da obra amarelada.
Com o serviço único que eles oferecem, algumas mudanças ocorreram. Desde 2005, acervo digital aumentou de 250 para 18.000. O número de usuários acompanhou o crescimento, e passaram de 82 para 4.500. Para manter o acervo são investidos US$ 50 mil por ano.
Bibliotecas entram na era do e-book
Flávia Denise - http://www.livrolivreconscientecoletivo.blogspot.com/
Para que serve uma biblioteca quando cada indivíduo caminha com mais de 1.000 livros dentro da sua mochila? É exatamente isso que a gerência da Biblioteca de Shaler North Hills, localizada em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, está tentando descobrir. Recentemente eles compraram nove Kindles e estão testando qual é a melhor forma de emprestar os e-readers para seus usuários. Estão testando o produto.No meio de abril o público geral poderá alugar Kindles, mas até lá, alguns usuários selecionados. Breidenbach, de 54 anos, é um deles. "É um instrumento legal, fácil de usar, mas eu ainda estou com medo de deixar ele cair e quebrar porque eu sou desastrado às vezes", disse após usar o aparelho por 2h30 no primeiro dia de aluguel.
A biblioteca lida com empréstimos em acervo digital desde 2005. O usuário leva seu computador, telefone ou MP3 e transfere um arquivo que vai durar um tempo determinado no computador de cada um. Uma forma barata e cômoda de pegar um livro emprestado sem ter que devolver nem respirar os ácaros da obra amarelada.
Com o serviço único que eles oferecem, algumas mudanças ocorreram. Desde 2005, acervo digital aumentou de 250 para 18.000. O número de usuários acompanhou o crescimento, e passaram de 82 para 4.500. Para manter o acervo são investidos US$ 50 mil por ano.
ECOLOGIA
02 de março de 2010
Telhado ecológico pode amenizar efeitos de altas temperaturasVanessa Aquino – CorreioWeb
As temperaturas elevadas que têm castigado o país neste verão são motivo de alerta até na hora de construir a casa. É preciso soluções inteligentes que amenizem os efeitos do calor. Pensando nisso, a Ecotelhado– empresa especialista em infraestrutura verde urbana – desenvolveu um sistema que garante conforto térmico às residências.De acordo com a fabricante, no mercado brasileiro desde 2005, o Ecotelhado funciona como um isolante térmico. Com vegetação inclusa, retarda o aquecimento dos ambientes durante o dia e conserva a temperatura durante a noite. Além de isolar o calor, absorve cerca de 30% da água da chuva, reduzindo a possibilidade de enchentes nas cidades. Também age como purificador do ar urbano.
Os telhados ecológicos existem há muito tempo. Contudo, segundo a empresa, o diferencial deste sistema desenvolvido no Rio Grande do Sul é a modificação em relação ao peso. “Substituímos a terra por uma matéria feita a partir da sobra de borracha, agregada com cimento. Com isso, fizemos os sistemas de bandejas. Elas pesam muito menos e podem ser retiradas sem problemas”, conta o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó.
ESPORTE
25 de fevereiro de 2010
Bicicletas podem ficar isentas do pagamento do IPI
Tatiana Sousa 24/02/2010 15:21 http://www.dzaí.com.br/
Bicicletas de fabricação nacional poderão ficar isentas do pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Atualmente, a bicicleta é tributada em 10%. A isenção está prevista no projeto de lei (PLS 488/09) de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
No entender de Paim, a bicicleta, embora continue sendo instrumento de lazer e de esporte, é um veículo cada vez mais usado como meio de transporte, especialmente por trabalhadores de baixa renda, os quais, observou, constituem a maioria da população economicamente ativa.
O senador lembrou que a bicicleta, como meio de transporte, é benéfica ao meio ambiente, por não emitir poluentes na atmosfera. Além disso, observou, não agrava o congestionamento de vias urbanas.
- Além dessas vantagens, a bicicleta favorece o condicionamento físico, faz bem ao coração, aos músculos, ao corpo como um todo e ao espírito - lembrou Paulo Paim.
Por essas razões, o parlamentar defende que a bicicleta fique isenta da tributação do IPI.
A grande pergunta é: Eles (políticos) também irão usar?
Bicicletas podem ficar isentas do pagamento do IPI
Tatiana Sousa 24/02/2010 15:21 http://www.dzaí.com.br/
Bicicletas de fabricação nacional poderão ficar isentas do pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Atualmente, a bicicleta é tributada em 10%. A isenção está prevista no projeto de lei (PLS 488/09) de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
No entender de Paim, a bicicleta, embora continue sendo instrumento de lazer e de esporte, é um veículo cada vez mais usado como meio de transporte, especialmente por trabalhadores de baixa renda, os quais, observou, constituem a maioria da população economicamente ativa.
O senador lembrou que a bicicleta, como meio de transporte, é benéfica ao meio ambiente, por não emitir poluentes na atmosfera. Além disso, observou, não agrava o congestionamento de vias urbanas.
- Além dessas vantagens, a bicicleta favorece o condicionamento físico, faz bem ao coração, aos músculos, ao corpo como um todo e ao espírito - lembrou Paulo Paim.
Por essas razões, o parlamentar defende que a bicicleta fique isenta da tributação do IPI.
A grande pergunta é: Eles (políticos) também irão usar?
SAÚDE
24 de fevereiro de 2010
Anvisa e Secretaria de Saúde combatem focos do mosquito da dengue no DF
Agência Brasil
Publicação: 23/02/2010 14:56
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF) deslocaram hoje (23) 135 agentes para o Itapoã, cidade do Distrito Federal a cerca de 30 quilômetros de Brasília. Segundo a Anvisa, o objetivo da ação foi verificar se há criadouros do mosquito Aedes aegypti em todas as casas da cidade, onde 58 casos de dengue já foram confirmados.
A coordenadora de Vigilância Ambiental do Itapoã, Stephanie Valentin, aponta o descuido dos moradores como a principal causa do aumento no número de casos na região. “Há um mês estamos trabalhando. Já recolhemos muitos objetos que acumulam água e fizemos o tratamento em diversas casas, mas mesmo assim ainda encontramos larvas do mosquito.”
O agente sanitário Sevirino de Oliveira encontrou focos da dengue em uma caixa d'água aberta no quintal de uma casa em construção. No lote havia também garrafas de plástico propícias à proliferação do mosquito. Segundo Oliveira, nesta mesma rua, cinco pessoas estão com dengue.
Dilva Alvez, que mora perto de ferro-velho, está com a doença e não vai trabalhar há uma semana. “Acho que [o mosquito] veio do ferro-velho, porque oito pessoas na rua já estão com dengue.” Ela e outros moradores do local denunciaram o estabelecimento à Anvisa. Os agentes encontraram vários focos do mosquito no local.
É bom lembrar que o ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.
Anvisa e Secretaria de Saúde combatem focos do mosquito da dengue no DF
Publicação: 23/02/2010 14:56
A coordenadora de Vigilância Ambiental do Itapoã, Stephanie Valentin, aponta o descuido dos moradores como a principal causa do aumento no número de casos na região. “Há um mês estamos trabalhando. Já recolhemos muitos objetos que acumulam água e fizemos o tratamento em diversas casas, mas mesmo assim ainda encontramos larvas do mosquito.”
O agente sanitário Sevirino de Oliveira encontrou focos da dengue em uma caixa d'água aberta no quintal de uma casa em construção. No lote havia também garrafas de plástico propícias à proliferação do mosquito. Segundo Oliveira, nesta mesma rua, cinco pessoas estão com dengue.
O trabalho desses profissionais é grande: eles enfrentam o calor, muros, grades e cachorros, antes de conseguirem entrar nas casas para orientar a população e procurar focos do Aedes aegypti.
Até o final da semana passada, 1.425 casos da dengue foram notificados em todo o DF, dos quais 390 foram confirmados.
Nunca é demais repetir para se evitar
Prevenção
A ação mais simples para se prevenir a dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.
A regra básica é não deixar a água, mesmo quando limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.
Como a proliferação do mosquito é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma idéia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.
Então, a dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.
CULTURA
23 de fevereiro de 2010
Suicídio entre jovens indígenas é tema de curta-metragem
Carolina Santos 22/02/2010 15:35 http://www.dzaí.com.br/
Os casos de suicídio entre jovens indígenas do Norte do País por consumo de substâncias alcoólicas são assuntos que sempre intrigaram o produtor audiovisual Sérgio Andrade, que sempre acompanhou as notícias relacionadas a essas situações com curiosidade e atenção. Por conta disso, resolveu criar um roteiro livremente baseado na questão social. O projeto, que dará vida a um curta-metragem chamado “Cachoeira”, foi um dos 20 contemplados pelo Edital de Curta-Metragem dos Gêneros Ficção e Documentário em 35mm do Ministério da Cultura e começa a ser gravado no final do mês de abril, em Presidente Figueiredo.
Durante pesquisa, Sérgio conta que teve acesso a informações jurídicas e jornalísticas sobre um caso que aconteceu em uma comunidade no município de São Gabriel da Cachoeira, distante 852 quilômetros de Manaus. “Mas meu roteiro apenas se utiliza desses dados reais para compor um mosaico fictício em que o tema é proposto de maneira instigante e provocadora”, diz. Para ele, o assunto é interessante pois implica vários universos culturais do branco, índio e misticismo. “Parece que, num sentido figurado, quando eles misturam cachaça, cigarro, mandioca fermentada e até acetona, eles estão misturando uma grande confusão sociocultural”.
Seleção
Para compor o elenco do curta, a produtora Soraya Freitas selecionou indígenas que já trabalharam em produções de filmes e televisão. “Eles são autênticos indígenas, falam os dialetos e já tiveram experiência com audiovisual. Participei de um dos testes e estou impressionado com a carga interpretativa e estética deles”, declara o diretor.
Sérgio comenta que os atores já estão em fase de ensaios. “Tive uma grande satisfação quando iniciei os ensaios com o elenco indígena - entre eles ticunas, tarianos e dessanas - quando pude ver o quanto o roteiro reflete mesmo a realidade social de algumas comunidades”, afirma. “Os índios ficaram envolvidos e interessados em contribuir para uma obra que apresenta essa parte da situação indígena hoje”.
Atores
Anderson Araújo, Anderson Peixoto, Osmar Moreira, Severiano Kedassere e Raimundo Kissibe foram os indígenas selecionados para participar do filme. Além deles, o elenco contará com a atriz Maíra Chasseraux. “Maíra é uma atriz que está começando a ter reconhecimento no cinema brasileiro e traz mais projeção e profissionalismo ao filme”, informa Sérgio. Ele adianta que após a atriz terminar as gravações do novo filme de Selton Mello, “Filme de Estrada”, virá para Manaus. No curta Maíra fará par com ator amazonense Begê Muniz. “Ela se enquadra bem no papel de jovem mestiça indígena e topou ter um cachê igual ao dos outros atores amazonenses. Sempre planejei fazer um filme com ela, é como o diretor que tem uma atriz de preferência”.
Detalhes
O diretor adianta que o curta-metragem será gravado na Cachoeira do Santuário, a qual a administração se mostrou muito interessada em apoiar a produção. “Outro local seria a Cachoeira de Santa Claudia, mas estamos a espera da resposta deles, lá também seria perfeito”.
No filme, os suicídios acontecem na cachoeira, o que, segundo Sérgio, torna tudo mais complicado tecnicamente e até perigoso. “Para gravar certos trechos, teremos apoio de profissionais de rapel. Está tudo bem amarradinho”, explica.
Para Sérgio Andrade, o filme deve levantar uma reflexão sobre estas questões sociais. “Mas sou um diretor da corrente dos que acham que um filme tem signos que trabalham por si só. Além de passarem uma mensagem de proveito também tem uma liberdade estética a ser absorvida pelo público”, finaliza.
Suicídio entre jovens indígenas é tema de curta-metragem
Carolina Santos 22/02/2010 15:35 http://www.dzaí.com.br/
Os casos de suicídio entre jovens indígenas do Norte do País por consumo de substâncias alcoólicas são assuntos que sempre intrigaram o produtor audiovisual Sérgio Andrade, que sempre acompanhou as notícias relacionadas a essas situações com curiosidade e atenção. Por conta disso, resolveu criar um roteiro livremente baseado na questão social. O projeto, que dará vida a um curta-metragem chamado “Cachoeira”, foi um dos 20 contemplados pelo Edital de Curta-Metragem dos Gêneros Ficção e Documentário em 35mm do Ministério da Cultura e começa a ser gravado no final do mês de abril, em Presidente Figueiredo.
Durante pesquisa, Sérgio conta que teve acesso a informações jurídicas e jornalísticas sobre um caso que aconteceu em uma comunidade no município de São Gabriel da Cachoeira, distante 852 quilômetros de Manaus. “Mas meu roteiro apenas se utiliza desses dados reais para compor um mosaico fictício em que o tema é proposto de maneira instigante e provocadora”, diz. Para ele, o assunto é interessante pois implica vários universos culturais do branco, índio e misticismo. “Parece que, num sentido figurado, quando eles misturam cachaça, cigarro, mandioca fermentada e até acetona, eles estão misturando uma grande confusão sociocultural”.
Seleção
Para compor o elenco do curta, a produtora Soraya Freitas selecionou indígenas que já trabalharam em produções de filmes e televisão. “Eles são autênticos indígenas, falam os dialetos e já tiveram experiência com audiovisual. Participei de um dos testes e estou impressionado com a carga interpretativa e estética deles”, declara o diretor.
Sérgio comenta que os atores já estão em fase de ensaios. “Tive uma grande satisfação quando iniciei os ensaios com o elenco indígena - entre eles ticunas, tarianos e dessanas - quando pude ver o quanto o roteiro reflete mesmo a realidade social de algumas comunidades”, afirma. “Os índios ficaram envolvidos e interessados em contribuir para uma obra que apresenta essa parte da situação indígena hoje”.
Atores
Anderson Araújo, Anderson Peixoto, Osmar Moreira, Severiano Kedassere e Raimundo Kissibe foram os indígenas selecionados para participar do filme. Além deles, o elenco contará com a atriz Maíra Chasseraux. “Maíra é uma atriz que está começando a ter reconhecimento no cinema brasileiro e traz mais projeção e profissionalismo ao filme”, informa Sérgio. Ele adianta que após a atriz terminar as gravações do novo filme de Selton Mello, “Filme de Estrada”, virá para Manaus. No curta Maíra fará par com ator amazonense Begê Muniz. “Ela se enquadra bem no papel de jovem mestiça indígena e topou ter um cachê igual ao dos outros atores amazonenses. Sempre planejei fazer um filme com ela, é como o diretor que tem uma atriz de preferência”.
Detalhes
O diretor adianta que o curta-metragem será gravado na Cachoeira do Santuário, a qual a administração se mostrou muito interessada em apoiar a produção. “Outro local seria a Cachoeira de Santa Claudia, mas estamos a espera da resposta deles, lá também seria perfeito”.
No filme, os suicídios acontecem na cachoeira, o que, segundo Sérgio, torna tudo mais complicado tecnicamente e até perigoso. “Para gravar certos trechos, teremos apoio de profissionais de rapel. Está tudo bem amarradinho”, explica.
Para Sérgio Andrade, o filme deve levantar uma reflexão sobre estas questões sociais. “Mas sou um diretor da corrente dos que acham que um filme tem signos que trabalham por si só. Além de passarem uma mensagem de proveito também tem uma liberdade estética a ser absorvida pelo público”, finaliza.
CIDADANIA
11 de fevereiro de 2010
Livros retirados do lixo mudaram a vida de Everaldo
Tudo parecia conspirar para que a vida de Everaldo José da Silva Santos não desse certo. Da infância sofrida no interior da Bahia ao vício do jogo e a um relacionamento que se desfez deixando fortes marcas, nada vislumbrava esperança. Mas ele mudou o rumo de sua história.
Leilane Menezes (Correio Braziliense)
Publicação: 11/02/2010 09:50
Os colegas dessa época falaram para Everaldo sobre uma cidade de solo plano, muito melhor para catar papel que qualquer outra já vista: Brasília. Ele acreditou na vocação da capital federal para prosperar nesse ramo. “Me disseram: ‘Vai lá porque não tem esses morros e ladeiras igual aqui. É bom demais’. E eu vim para o DF”, relembrou o comerciante. Chegando ao solo candango, Everaldo já havia se curado sozinho do vício em jogos. “Quando meu dinheiro ia toda embora, batia uma frustração muito grande. Esse sentimento me fez acordar.” Ele conseguiu montar um ferro velho no qual também residia. “Corria tudo muito bem, até eu me apaixonar loucamente por uma mulher. Ela me deixou e eu fiquei sem chão. Vendi tudo que tinha no ferro velho e decidi me mudar de Brasília. Mas pensei: se eu for embora, o que sinto vai comigo. E resolvi ficar aqui mesmo. Passei então a ser camelô no centro de Taguatinga. Vendi roupas e chapéus durante um tempo.”
Mas o negócio não ia muito bem. Certo dia, deitado na cama, Everaldo admirava sua coleção de quase 200 livros quando teve a ideia de passá-los para frente. “Já tinha lido todos eles e sabia que poderia conseguir mais no mesmo lugar: o lixo. Então estiquei um pouco mais a minha lona de camelô e comecei a vender os livros também. A coisa começou a fazer sucesso. Todo mundo parava para ler um pouco, porque era barato demais, tipo R$ 1”, contou.
Reviravolta
Quando o governador José Roberto Arruda assumiu o comando do DF, retirou todos os camelôs das ruas de Taguatinga. Everaldo se viu mais uma vez sem saída. “Foi então que pensei na Kombi. É algo móvel e eu poderia vender meus livros sossegado. Juntei todas as minhas economias e paguei R$ 2,5 mil nela”, relatou. Desde então, o negócio não para de crescer. Everaldo trabalha das 6h30 às 20h, de segunda-feira a sábado. Na coleção tem de tudo: Machado de Assis, Vinícius de Moraes, José de Alencar, Arnaldo Jabor, Nietzsche, Kant… “As pessoas se encantam com a ideia e me dão livros sempre. Hoje eu alimento o acervo com doações e trocas. Não precisei mais pegar do lixo”, disse.
A história do menino que virou homem e não esqueceu o poder de fazer viajar da literatura está gravada dentro da Kombi branca envelhecida pela passagem do tempo e fabricada em 1978. Everaldo hoje vive em uma casa confortável em Samambaia e tem até uma funcionária, Jaqueline Mendes, 17 anos. “Escutava as histórias dele e ficava muito comovida. Então resolvi ajudar. Fico na Kombi quando ele não pode”, relatou Jaqueline.
O patrão pensa em montar um sebo em uma loja convencional. Mas sem desistir da inusitada livraria móvel. “Ela vai ser o chamariz para a entrada”, planeja. “De tudo isso, tirei uma lição: o que para muitos é lixo, para outros é esperança, conhecimento. Acreditando nisso, eu vivi toda a minha vida e trouxe até meus irmãos para a cidade grande”, comemorou. O maior orgulho de Everaldo, no entanto, é ver gente simples lendo. “Quando as pessoas passam aqui na frente, elas se lembram de ler. Até os mendigos bêbados juntam as moedinhas e levam um livro. Esse é o meu maior orgulho”, concluiu.
Livros retirados do lixo mudaram a vida de Everaldo
Tudo parecia conspirar para que a vida de Everaldo José da Silva Santos não desse certo. Da infância sofrida no interior da Bahia ao vício do jogo e a um relacionamento que se desfez deixando fortes marcas, nada vislumbrava esperança. Mas ele mudou o rumo de sua história.
Leilane Menezes (Correio Braziliense)
Publicação: 11/02/2010 09:50
No interior de uma Kombi, em Taguatinga Centro, vive a história de um ex-morador de rua, ex-viciado em jogo, que encontrou felicidade e equilíbrio em livros retirados do lixo. O baiano Everaldo José Silva dos Santos, hoje com 32 anos, montou dentro do veículo um sebo ambulante com 2 mil exemplares reaproveitados. O negócio de troca e venda de publicações funciona dentro do carro há três anos. Ali, o dono alimenta diariamente sua paixão pelos livros e mata a sede de comprá-los pagando barato de muitos brasilienses.
Todos os dias, por volta de 300 pessoas passam pela banquinha improvisada por Everaldo. Ele atende todo tipo de gente: de estudantes e professores a mendigos e bêbados que gostam de ler. Os livros ficam expostos para quem quiser folhear sem compromisso. Uma placa avisa: “Leia. Fique à vontade”. E assim ocorre. “Sinto prazer em ver as pessoas lendo”, explicou Everaldo. Se o plano for levá-los para casa, o mais barato custa R$ 1 e o mais caro não passa dos R$ 40. Há de Gabriel García Márquez à literatura erótica dos livretos da série Sabrina e Bárbara, passando pelos livros didáticos, em edições atualizadas, até 90% mais baratos que nas livrarias convencionais, e, ainda, apostilas de concurso público.
Quando vivia na rua — Everaldo passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador —, o rapaz era catador de papel. Muitas vezes, em meio a embalagens dos mais variados produtos, encontrava algum livro descartado pelo dono como se não tivesse mais serventia. Além de um passatempo, as histórias impressas em pedaços encardidos de papel o faziam viajar e conhecer um mundo até então distante. “Sempre gostei dos de filosofia. Achava tudo muito incrível e possível ao mesmo tempo”, lembrou. No começo, Everaldo não vendia os livros, apenas se divertia com eles.
Nos tempos de criança, em Ibicaraí, no sul da Bahia, Everaldo lia e estudava escondido do pai, um trabalhador rural que não acreditava no valor do conhecimento e depositava toda sua fé em resultados de um esforço mais prático: o trabalho braçal na lavoura. “Às vezes faltava de tudo em casa. Tenho sete irmãos e minha mãe morreu no parto. Mesmo com toda essa desventura, o que me alimentava eram os livros. Eles me faziam seguir em frente”, acredita. Já adolescente, Everaldo não tinha nem o primeiro grau completo. Quando chegou aos 19 anos, mudou-se para São Paulo, em busca de emprego e instrução formal. “Os livros podiam me levar muito longe e não só na imaginação. Eu sabia disso e precisava tentar.”
O jovem conseguiu emprego em um clube e também como ajudante de servente. Mas no caminho o moço do interior encontrou diversão fácil em jogos de cassinos na cidade grande e perdeu-se entre fichas e o dinheiro que ia e vinha com a mesma facilidade. “Eu gastava em uma hora o salário de um mês”, lembrou. O vício roubou o lugar dos sonhos, que logo viraram projeções distantes. Everaldo perdeu os dois empregos que arranjara e acabou virando morador de rua. Só sobraram os livros que ele empacotou e levava sempre ao seu lado como companhia.
Cidade boa
Os colegas dessa época falaram para Everaldo sobre uma cidade de solo plano, muito melhor para catar papel que qualquer outra já vista: Brasília. Ele acreditou na vocação da capital federal para prosperar nesse ramo. “Me disseram: ‘Vai lá porque não tem esses morros e ladeiras igual aqui. É bom demais’. E eu vim para o DF”, relembrou o comerciante. Chegando ao solo candango, Everaldo já havia se curado sozinho do vício em jogos. “Quando meu dinheiro ia toda embora, batia uma frustração muito grande. Esse sentimento me fez acordar.” Ele conseguiu montar um ferro velho no qual também residia. “Corria tudo muito bem, até eu me apaixonar loucamente por uma mulher. Ela me deixou e eu fiquei sem chão. Vendi tudo que tinha no ferro velho e decidi me mudar de Brasília. Mas pensei: se eu for embora, o que sinto vai comigo. E resolvi ficar aqui mesmo. Passei então a ser camelô no centro de Taguatinga. Vendi roupas e chapéus durante um tempo.”
Mas o negócio não ia muito bem. Certo dia, deitado na cama, Everaldo admirava sua coleção de quase 200 livros quando teve a ideia de passá-los para frente. “Já tinha lido todos eles e sabia que poderia conseguir mais no mesmo lugar: o lixo. Então estiquei um pouco mais a minha lona de camelô e comecei a vender os livros também. A coisa começou a fazer sucesso. Todo mundo parava para ler um pouco, porque era barato demais, tipo R$ 1”, contou.
Reviravolta
Quando o governador José Roberto Arruda assumiu o comando do DF, retirou todos os camelôs das ruas de Taguatinga. Everaldo se viu mais uma vez sem saída. “Foi então que pensei na Kombi. É algo móvel e eu poderia vender meus livros sossegado. Juntei todas as minhas economias e paguei R$ 2,5 mil nela”, relatou. Desde então, o negócio não para de crescer. Everaldo trabalha das 6h30 às 20h, de segunda-feira a sábado. Na coleção tem de tudo: Machado de Assis, Vinícius de Moraes, José de Alencar, Arnaldo Jabor, Nietzsche, Kant… “As pessoas se encantam com a ideia e me dão livros sempre. Hoje eu alimento o acervo com doações e trocas. Não precisei mais pegar do lixo”, disse.
A história do menino que virou homem e não esqueceu o poder de fazer viajar da literatura está gravada dentro da Kombi branca envelhecida pela passagem do tempo e fabricada em 1978. Everaldo hoje vive em uma casa confortável em Samambaia e tem até uma funcionária, Jaqueline Mendes, 17 anos. “Escutava as histórias dele e ficava muito comovida. Então resolvi ajudar. Fico na Kombi quando ele não pode”, relatou Jaqueline.
O patrão pensa em montar um sebo em uma loja convencional. Mas sem desistir da inusitada livraria móvel. “Ela vai ser o chamariz para a entrada”, planeja. “De tudo isso, tirei uma lição: o que para muitos é lixo, para outros é esperança, conhecimento. Acreditando nisso, eu vivi toda a minha vida e trouxe até meus irmãos para a cidade grande”, comemorou. O maior orgulho de Everaldo, no entanto, é ver gente simples lendo. “Quando as pessoas passam aqui na frente, elas se lembram de ler. Até os mendigos bêbados juntam as moedinhas e levam um livro. Esse é o meu maior orgulho”, concluiu.
"Às vezes faltava de tudo em casa. Tenho sete irmãos e minha mãe morreu no parto. Mesmo com toda essa desventura, o que me alimentava eram os livros. Eles me faziam seguir em frente"
Everaldo José Silva, comerciante
MEIO AMBIENTE
24 de fevereiro de 2010
Brasil tem 40 anos para evitar colapso na Amazônia, diz pesquisador do Inpe
Carolina Santos 23/02/2010 11:58 http://www.dzaí.com.br/
Em entrevista concedida ao site Amazonia.org.br o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Gilvan Sampaio, afirmou que se continuarmos no mesmo ritmo de desmatamento que tivemos durante a década de 2000 – associado ao impacto das mudanças climáticas – a Amazônia chegará ao seu limite por volta de 2050.
A constatação foi feita a partir do relatório chamado " Assessment of the Risk of Amazon Dieback" e conduzido pelo Banco Mundial. O estudo avaliou o risco de parte da floresta amazônica entrar em colapso devido à conjunção de três fatores: desmatamento, mudanças climáticas e queimadas. Segundo ele, em 2025, cerca de 75% da floresta seriam perdidos. Em 2075, só restariam 5% de florestas no leste da Amazônia.
Esse levantamento contou com a colaboração dos pesquisadores brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Carlos Nobre e Gilvan Sampaio, trabalha com o conceito de "Amazon Dieback", termo que ainda não tem tradução exata para o português e que representaria uma redução da biomassa da floresta.
Confira a entrevista concedida por um dos pesquisadores ao portal:
Amazonia.org.br - O que é o conceito de "Amazon Dieback"?
Gilvan Sampaio - Não tem uma tradução exata para esse termo, mas podemos dizer que é o risco de colapso de parte da floresta. Não de toda a floresta, mas de parte da Amazônia. O nível, o ponto que chega a floresta que, mesmo que você faça reflorestamento ela não retorna. É uma morte de parte da floresta.
Amazonia.org.br - Esse colapso seria causado pela redução de biomassa da floresta?
Sampaio - Exatamente. Em nossos estudos, avaliamos que, principalmente no leste da Amazônia, com a mudança do clima mais a mudança no uso da terra, você não conseguirá mais sustentar ali uma floresta de pé, como é o caso da floresta amazônica. Você teria uma floresta com, digamos, menos biomassa acumulada, que poderia ser semelhante a uma savana. Por isso nós chamamos o processo de savanização.
Amazonia.org.br - E o estudo quantifica esse risco?
Sampaio - O risco é alto. Nós já desmatamos quase 20% da Amazônia, e o ponto limite da floresta é 40%. A partir de 40% de desmatamento, e considerando os efeitos do aquecimento global, você não conseguiria mais recuperar a área que já foi devastada.
O que eu quero dizer: agora a gente já desmatou 20%. Se você parar de desmatar, e quiser recuperar esses 20%, possivelmente conseguiremos recuperar. Até 40%. Esse seria o limite, mais do que disso a gente não consegue recuperar parte da floresta amazônica.
Esse limite já leva em consideração as mudanças climáticas. E esse é o diferencial do estudo. Porque pela primeira vez nós somamos três efeitos simultâneos: o aquecimento global, as mudanças da terra, e - eu estou chamando de terceiro, mas faz parte de mudanças da terra - o fogo. O efeito do fogo também contribui para a degradação da floresta.
Amazonia.org.br - O estudo apresenta estimativas diferentes para a mudança do clima, com cenários mais otimistas ou pessimistas.
Sampaio - Isso. A diferença entre eles é a concentração de gases na atmosfera, sobretudo de CO2. Porque num cenário de mais emissões, a degradação é maior, e também por conta do maior impacto no clima. Embora esse limite, quando se chega a um nível de degradação muito grande, por exemplo mais de 50% de desmatamento, não há muita diferença entre os cenários. Tanto faz os cenários de alta ou baixa emissão, com esse nível de desmatamento alto, a área degradada e a área remanescente de floresta seria muito semelhante.
Se continuarmos o ritmo de desmatamento e de emissões que estávamos na década de 2000, nós atingiremos esse limite por volta do ano de 2050. Quer dizer, nós temos no máximo quarenta anos para reverter esse quadro.
Amazonia.org.br - E nessa estimativa foi considerada as metas de redução de desmatamento do governo?
Sampaio - Ainda não. Esse será o nosso próximo passo.
Amazonia.org.br - O estudo também analisa o impacto em diferentes regiões da Amazônia.
Sampaio - O maior impacto ocorre no leste da Amazônia. É a área mais sensível. O caso do noroeste da Amazônia é totalmente oposto, pois é a área em que se tem o menor impacto.
No Nordeste, não da Amazônia, mas o Nordeste brasileiro, também existe impacto associado ao desmatamento da Amazônia, porque o desmatamento faz com que haja diminuição da área de caatinga, dando lugar a uma área bem grande de semideserto.
Amazonia.org.br - Isso acontece por causa de mudanças no regime das chuvas?
Sampaio - No Nordeste ocorre uma diminuição bastante grande de chuvas na região central, com o desaparecimento da caatinga e o aparecimento de semideserto. Isso, de fato, já está acontecendo, a tendência é se acelerar.
Outro exemplo: no leste da Amazônia, que é a região de maior impacto, há uma diminuição muito significativa das chuvas, por conta principalmente de desmatamento. O impacto é muito negativo no leste, e é justamente a região que sofre mais pressão.
Se você considerar uma projeção para 2025, só no leste da Amazônia seria perdido 75% da área de floresta, em comparação com a área atual. Com os três efeitos combinados. Essa é a região que ha maior mudança do regime das chuvas, alem do aumento da temperatura, que contribui bastante para a mudança de vegetação
Amazonia.org.br - O estudo apresenta propostas para evitar os impactos?
Sampaio - Não, não fizemos recomendações. Na verdade, as recomendações são aquelas que já conhecemos: diminuir as emissões de gases de efeito estufa e controlar o desmatamento.
17 de fevereiro de 2010
2º e 3º Movimento Cerrado Limpo
13/02 - Fomos conhecer a casa do Seu José e um pouco de sua vida. Adentramos o córrego fazendo a coleta do lixo da cidade trazido pela correnteza. Seu José nos mostrou algumas árvores e plantas importantes. E também nos falou sobre o seu desejo de transformar sua casa em um museu da fauna e flora. Neste dia podemos contar com a ajuda de mais um membro: Celivan.
15/02 - Novamente descemos até a casa do Seu José para mais um dia de trabalho no mato. Desta vez podemos contar com a participação de mais um irmão para o grupo: Dennis (jungle boy) rsrsrsrssrsrs.
Ficamos sabendo um pouco mais sobre o projeto do museu e coisas necessárias que estão em falta, como materiais de construção, ferramentas, mão-de-obra, etc...
A idéia é que o museu seja um lugar de pesquisa e conhecimento voltado para crianças e jovens, evitando que estes entrem em caminhos errados.
Quem estiver interessado em doar algo para a construção do museu ou entrar para o grupo Gama Melhor e participar de nossas diversas atividades, entre em contato pelos números e endereços acima.
08 de fevereiro de 2010
1º Movimento Cerrado LimpoBrasil tem 40 anos para evitar colapso na Amazônia, diz pesquisador do Inpe
Carolina Santos 23/02/2010 11:58 http://www.dzaí.com.br/
Em entrevista concedida ao site Amazonia.org.br o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Gilvan Sampaio, afirmou que se continuarmos no mesmo ritmo de desmatamento que tivemos durante a década de 2000 – associado ao impacto das mudanças climáticas – a Amazônia chegará ao seu limite por volta de 2050.
A constatação foi feita a partir do relatório chamado " Assessment of the Risk of Amazon Dieback" e conduzido pelo Banco Mundial. O estudo avaliou o risco de parte da floresta amazônica entrar em colapso devido à conjunção de três fatores: desmatamento, mudanças climáticas e queimadas. Segundo ele, em 2025, cerca de 75% da floresta seriam perdidos. Em 2075, só restariam 5% de florestas no leste da Amazônia.
Esse levantamento contou com a colaboração dos pesquisadores brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) Carlos Nobre e Gilvan Sampaio, trabalha com o conceito de "Amazon Dieback", termo que ainda não tem tradução exata para o português e que representaria uma redução da biomassa da floresta.
Confira a entrevista concedida por um dos pesquisadores ao portal:
Amazonia.org.br - O que é o conceito de "Amazon Dieback"?
Gilvan Sampaio - Não tem uma tradução exata para esse termo, mas podemos dizer que é o risco de colapso de parte da floresta. Não de toda a floresta, mas de parte da Amazônia. O nível, o ponto que chega a floresta que, mesmo que você faça reflorestamento ela não retorna. É uma morte de parte da floresta.
Amazonia.org.br - Esse colapso seria causado pela redução de biomassa da floresta?
Sampaio - Exatamente. Em nossos estudos, avaliamos que, principalmente no leste da Amazônia, com a mudança do clima mais a mudança no uso da terra, você não conseguirá mais sustentar ali uma floresta de pé, como é o caso da floresta amazônica. Você teria uma floresta com, digamos, menos biomassa acumulada, que poderia ser semelhante a uma savana. Por isso nós chamamos o processo de savanização.
Amazonia.org.br - E o estudo quantifica esse risco?
Sampaio - O risco é alto. Nós já desmatamos quase 20% da Amazônia, e o ponto limite da floresta é 40%. A partir de 40% de desmatamento, e considerando os efeitos do aquecimento global, você não conseguiria mais recuperar a área que já foi devastada.
O que eu quero dizer: agora a gente já desmatou 20%. Se você parar de desmatar, e quiser recuperar esses 20%, possivelmente conseguiremos recuperar. Até 40%. Esse seria o limite, mais do que disso a gente não consegue recuperar parte da floresta amazônica.
Esse limite já leva em consideração as mudanças climáticas. E esse é o diferencial do estudo. Porque pela primeira vez nós somamos três efeitos simultâneos: o aquecimento global, as mudanças da terra, e - eu estou chamando de terceiro, mas faz parte de mudanças da terra - o fogo. O efeito do fogo também contribui para a degradação da floresta.
Amazonia.org.br - O estudo apresenta estimativas diferentes para a mudança do clima, com cenários mais otimistas ou pessimistas.
Sampaio - Isso. A diferença entre eles é a concentração de gases na atmosfera, sobretudo de CO2. Porque num cenário de mais emissões, a degradação é maior, e também por conta do maior impacto no clima. Embora esse limite, quando se chega a um nível de degradação muito grande, por exemplo mais de 50% de desmatamento, não há muita diferença entre os cenários. Tanto faz os cenários de alta ou baixa emissão, com esse nível de desmatamento alto, a área degradada e a área remanescente de floresta seria muito semelhante.
Se continuarmos o ritmo de desmatamento e de emissões que estávamos na década de 2000, nós atingiremos esse limite por volta do ano de 2050. Quer dizer, nós temos no máximo quarenta anos para reverter esse quadro.
Amazonia.org.br - E nessa estimativa foi considerada as metas de redução de desmatamento do governo?
Sampaio - Ainda não. Esse será o nosso próximo passo.
Amazonia.org.br - O estudo também analisa o impacto em diferentes regiões da Amazônia.
Sampaio - O maior impacto ocorre no leste da Amazônia. É a área mais sensível. O caso do noroeste da Amazônia é totalmente oposto, pois é a área em que se tem o menor impacto.
No Nordeste, não da Amazônia, mas o Nordeste brasileiro, também existe impacto associado ao desmatamento da Amazônia, porque o desmatamento faz com que haja diminuição da área de caatinga, dando lugar a uma área bem grande de semideserto.
Amazonia.org.br - Isso acontece por causa de mudanças no regime das chuvas?
Sampaio - No Nordeste ocorre uma diminuição bastante grande de chuvas na região central, com o desaparecimento da caatinga e o aparecimento de semideserto. Isso, de fato, já está acontecendo, a tendência é se acelerar.
Outro exemplo: no leste da Amazônia, que é a região de maior impacto, há uma diminuição muito significativa das chuvas, por conta principalmente de desmatamento. O impacto é muito negativo no leste, e é justamente a região que sofre mais pressão.
Se você considerar uma projeção para 2025, só no leste da Amazônia seria perdido 75% da área de floresta, em comparação com a área atual. Com os três efeitos combinados. Essa é a região que ha maior mudança do regime das chuvas, alem do aumento da temperatura, que contribui bastante para a mudança de vegetação
Amazonia.org.br - O estudo apresenta propostas para evitar os impactos?
Sampaio - Não, não fizemos recomendações. Na verdade, as recomendações são aquelas que já conhecemos: diminuir as emissões de gases de efeito estufa e controlar o desmatamento.
17 de fevereiro de 2010
2º e 3º Movimento Cerrado Limpo
13/02 - Fomos conhecer a casa do Seu José e um pouco de sua vida. Adentramos o córrego fazendo a coleta do lixo da cidade trazido pela correnteza. Seu José nos mostrou algumas árvores e plantas importantes. E também nos falou sobre o seu desejo de transformar sua casa em um museu da fauna e flora. Neste dia podemos contar com a ajuda de mais um membro: Celivan.
15/02 - Novamente descemos até a casa do Seu José para mais um dia de trabalho no mato. Desta vez podemos contar com a participação de mais um irmão para o grupo: Dennis (jungle boy) rsrsrsrssrsrs.
Ficamos sabendo um pouco mais sobre o projeto do museu e coisas necessárias que estão em falta, como materiais de construção, ferramentas, mão-de-obra, etc...
A idéia é que o museu seja um lugar de pesquisa e conhecimento voltado para crianças e jovens, evitando que estes entrem em caminhos errados.
Quem estiver interessado em doar algo para a construção do museu ou entrar para o grupo Gama Melhor e participar de nossas diversas atividades, entre em contato pelos números e endereços acima.
08 de fevereiro de 2010
Pois se depender de nós, nunca mais o Seu José estará sozinho!
1º de fevereiro de 2010
De 2007 a 2008, volume de dejetos coletados no DF aumentou em 34 milhões de quilos, chegando a 699 mil toneladas
Naira Trindade (Correio Braziliense)
Publicação: 26/01/2010 08:43
O brasiliense produz cada vez mais lixo. Todos os dias, quase 2 mil toneladas de resíduos sólidos são coletadas pelos caminhões do Sistema de Limpeza Urbana (SLU) em todas as regiões administrativas. O último levantamento do órgão de limpeza mostra que, em 2008, foram recolhidas 699 mil toneladas desses materiais descartados. São 34 milhões de quilos a mais que o ano anterior, em 2007. A quantia daria para encher mais de 1,360 milhão de caminhões de lixo, com capacidade de 25 toneladas. O consumo elevado e o alto poder aquisitivo da população são os principais responsáveis pelo aumento na produção de resíduos no Distrito Federal.
O Lixão da Estrututal é para onde vai a maior parte do lixo coletado em todo o Distrito Federal: riscos para o meio ambiente
Cada morador da capital produziu em 2008, em média, 2,4 quilos de lixo por dia. Foram 876kg de resíduos por pessoa — quase uma tonelada — jogados na lixeira durante todo o ano. Em 2007, a quantidade de lixo per capita chegou a 616kg no DF. Dados do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, apontam o DF como o maior produtor de resíduos sólidos do país.
O levantamento analisa dados de 2007, quando cada brasiliense fabricou 1,96 quilo de lixo por dia, três vezes mais que o morador de Minas Gerais ou o do Amapá, por exemplo. Em segundo lugar na produção de dejetos está o paraibano, com 1,56 quilo a cada dia. Em terceiro, vem o alagoano, que despejou diariamente 1,47 quilo nas lixeiras. O estudo abrangeu mais de 83,8 milhões de pessoas. De acordo com os dados da SNIS, a média nacional ficou em 1,17 quilo diário.
No DF, o Plano Piloto — abrangendo as asas Sul e Norte e o Sudoeste, na classificação do SLU — lidera o ranking dos maiores produtores de lixo. São 142,8 mil toneladas coletadas por ano, média mensal de 11,9 mil toneladas de resíduos. Em seguida, aparece Taguatinga, com descarte anual de 100,5 mil toneladas de dejetos, em média, 8,3 mil toneladas por mês. E a terceira colocação fica com Ceilândia, com produção anual de 93,5 mil toneladas de lixo, em média 7,8 mil toneladas de resíduos por mês.
O alto número de detritos coletados no Plano Piloto em relação às outras cidades é explicado pelo gerente de orientação e fiscalização do SLU, Fábio Gama, pela concentração de hospitais e também de órgãos públicos, comércios e restaurantes. O Correio percorreu algumas das principais áreas da Asa Sul e registrou a movimentação de funcionários ao desfazer dos detritos. O aumento populacional do DF não pôde ser usado como justificativa em relação a 2007 a 2008, pois, de acordo com a tabela do SLU, em 2007 havia 2.438.970 habitantes no DF e, em 2008, o número caiu para 2.422.490 moradores. “O poder aquisitivo do brasiliense aumentou muito. Um exemplo é a quantidade de carros nas ruas. As pessoas estão comprando mais e, consequentemente, descartando mais”, explica o superintendente substituto do SLU.
Separação
Apenas 35% do lixo produzido na região central de Brasília é separado por coleta seletiva. O restante é despejado em aterros, principalmente o Lixão da Estrututal, o que oferece sérios riscos ao meio ambiente. Uma pequena parcela do material é reaproveitada por catadores, como o morador de Santo Antônio Descoberto (GO) Elias Oliveira Andrade, 64. Há mais de 20 anos, ele compra e vende materiais encontrados nos lixos do DF. “O lixo aumentou muito, mas perdeu seu valor. Eu sustentei seis filhos com o dinheiro retirado de materiais reutilizáveis recolhidos nas ruas. Agora, consigo pagar as contas de águas, luz e supermercado”, afirma o homem, que antes era pintor. “Perdi tempo na construção civil. O salário que retirava no lixo era pelo menos três vezes maior que o adquirido pintando uma casa inteira.” Hoje, o catador emprega indiretamente com o reaproveitamento de lixo três funcionários, tem um caminhão particular e construiu uma casa.
Elias pega o lixo deixado por moradores ao longo da Asa Sul. Ele passa antes do serviço de limpeza pública e retira parte dos produtos dispensados nos pontos de coleta. Os resíduos reservados à coleta seletiva são levados pelos caminhões para a usina de reciclagem no fim da Asa Sul. Lá, são depositados com outros produtos trazidos da Asa Norte e Sudoeste, impossibilitando identificar a quantidade de cada área separadamente. O SLU pretende ampliar o serviço de coleta seletiva para outras cidades do DF, mas, primeiro, precisa atingir um número maior de pessoas que façam a seleção do produto no Plano Piloto e no Sudoeste. “Falta uma estruturação para irmos para outras regiões. Não podemos sair sem antes conseguirmos mais colaboração da população da área central de Brasília, onde apenas 35% dos moradores selecionam o lixo antes de despejá-lo na lixeira. É necessário que a população tenha mais consciência e comece a separar os resíduos de maneira que ele seja reaproveitado, como não rasgar o papel e jogá-lo fora inteiro”, completa Gama.
Material reciclável
A coleta seletiva é a coleta diferenciada — pós-separação do lixo — do material reciclável, o que facilita a sua reutilização ou reciclagem. É preciso que haja estrutura para isso, ou seja, caminhões diferentes dos veículos que levam os resíduos não recicláveis e centros de triagem, onde catadores separarão os produtos. Também é necessário que a população faça a sua parte, despejando em lixeiras diferentes o lixo seco do orgânico.
Diferenças
Lixo orgânico
Restos de alimentos, cascas de frutas, legumes e ovos, flores, caules, folhas de árvores e hortaliças, sacos de chá e café, aparas de madeira, cinzas, resíduos de banheiro (papel higiênico e absorvente usados).
Lixo seco
Papel, papelão, jornais, revistas, cadernos e embalagens tipo longa vida, alumínio, bronze, cobre, sucatas de ferro, latas, panelas, fios e correntes, vidro (inteiro ou quebrado), vasilhames de produtos de higiene e limpeza, copos descartáveis, sacos, sacolas, caixas e tubos de PVC, garrafas e embalagens plásticas, brinquedos e utensílios quebrados.
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